horizonte de eventos

De onde dizem que nem mesmo a luz consegue escapar...

Alexandre Beluco

Engenheiro, pesquisador, professor universitário. Especialista em energias renováveis. Apaixonado por motores de dois tempos

três configurações incomuns para turbinas eólicas

A energia eólica apresentou uma grande expansão nos últimos 20 a 25 anos, com o desenvolvimento técnico e econômico que permitiu o projeto e a construção de grandes turbinas eólicas, em torres com dezenas de metros de altura, com pás com dezenas de metros de diâmetro. Mesmo assim, existem circunstâncias que podem ser mais apropriadas a projetos específicos e pouco usuais, como as três turbinas que são descritas neste artigo.


As configurações incomuns ou não convencionais de turbinas eólicas são aquelas que se diferenciam das configurações usualmente especificadas em fazendas eólicas. A configuração mais comum é aquela em que uma turbina composta por uma nacele e um rotor usualmente com três pás é colocada no alto de uma torre. Essa configuração vem atingindo dimensões surpreendentes, com mais de 200 metros de altura, com pás com mais de 150 metros de diâmetro.

O panorama atual de pressão sobre os recursos primários por mais suprimentos de energia e por suprimentos com maior qualidade leva a uma oferta de configurações, para permitir a obtenção de suprimentos de energia em locais ou em circunstâncias ainda não aproveitados. Desse modo, surgem configurações como as que aparecem abaixo, de uma turbina com dois eixos em contra rotação, de uma turbina com eixo vertical para postes de iluminação ou de uma turbina para uso em rodovias.

counter-rotating-wind-turbine-animation.gif

Turbinas com dois rotores em contra rotação podem resultar em redução de esforços no topo da torre de sustentação da turbina, podendo levar também a um melhor aproveitamento de energia disponível no fluxo de ar em torno da turbina. Entretanto, as pás dos rotores representam parte importante dos custos da turbina e o dobro de rotores elevará substancialmente o custo final.

light-pole-wind-turbine.gif

Turbinas com eixo vertical, como a que aparece na figura acima, podem ser adaptadas no topo de torres de iluminação e contribuir em circunstâncias onde o suprimento de energia pode exigir custos muito elevados. É comum nessas circunstâncias a operação em conjunto com módulos fotovoltaicos e também com dispositivos para armazenamento de energia.

highway-wind-turbine.gif

Turbinas com eixo horizontal como as que aparecem na figura acima podem ser aplicadas sobre rodovias. Mas, claro, não para aproveitar o deslocamento das massas de ar provocado pelo movimento dos automóveis que compõem o tráfego dessa rodovia. Essas turbinas estão disponíveis, sim, para rodovias situadas em locais com notável potencial eólico.


Alexandre Beluco

Engenheiro, pesquisador, professor universitário. Especialista em energias renováveis. Apaixonado por motores de dois tempos.
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