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vou ser feliz e já volto.

Guilherme Mariano

tenho medo de começar a ser feliz e surgir efeito colateral como puxar coro de musica de onibus de excursao ou tirar foto de braços abertos.

O Conceito de Mimesis do livro X da “República de Platão”

No Livro X da República o objetivo central de Platão é expulsar os poetas para formar uma república ideal, o motivo que Platão alegava é que os poetas mentem. E que esses poemas são “uma destruição a inteligência”, e completava dizendo que é uma espécie de enfermidade que se deve encontrar o antidoto. Platão também dizia que os poetas conseguiam embelezar sua poesias com lindas frases e ritmos, assim o ouvinte se “hipnotizava” com os poemas recitados, que era acompanhado com musicas, assim era mais fácil de se lembrar.


Mimeses significa imitação ou representação em grego. Na Grécia antiga existiam os grandes poetas Rapsodos, Homero foi um grande poeta da época e também uns dos mais importantes. Eles eram os grandes educadores daquela época, a grande construção do homem grego era vinda das poesias Homéricas. Não era qualquer cidadão grego que poderia ser um poeta rapsodo, para ser um poeta você tinha que receber esse dom vindo das musas.

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Para Platão, esses poetas eram “uma destruição da inteligência”, esse é a grande critica dada a Platão no Livro X, para uma cidade ideal, deveriam expulsar os poetas. Para ele trata-se de um veneno psicológico, porque não é algo verdadeiro, para ele, deve-se excluí-la como a principal ferramenta de comunicação da época, não somente de comunicação, mas também de educação. Platão explica que para se conseguir a cidade perfeita, deve ter uma educação verdadeira e natural.

O Livro X da república tem basicamente três objetivos: O primeiro de esclarecer qual é a natureza da mimesis que era a base da educação grega. O segundo objetivo é mostrar que os poetas não tem o conhecimento verdadeiro daquilo que eles falavam e iludiam os cidadãos através do encanto da poesia e embelezando com o ritmo e harmonia. E o terceiro ponto é mostrar a poesia como a pior parte da alma que prejudica o racional que deveria ser o ponto principal.

Neste livro Platão deixa bem claro a diferença entre expressar algo e o modo de criar algo, por exemplo: quando o artista expressa sua obra de arte desenhando uma cama (por exemplo), ele esta se afastando três vezes da realidade, porque a cama é algo que já esta sendo reproduzida pela realidade sensível, e pintando, ela se torça três vezes falsa. Para Platão existe o mundo metafisico e mundo sensível, o mundo metafisico esta dentro da nossa mente, não podemos pegar, e quando marceneiro cria uma cama, ele tira a cama do universo metafisico e o transfere ao universo físico. É importante observar o fato de que o pintor procurará sempre imitar a aparência da cama e não o “Ser mesmo da cama”. A conclusão será que as obras dos pintores e, por consequência, as obras dos poetas é algo metafisico. Platão coloca o poeta ao lado do pintor, mas com uma diferença simples, o pintor expressa usando o universo sensível, porque ele se expressa em telas, podemos ver e tocar, Já os poetas se expressam de modo oral usando harmonia e ritmos, assim é mais fácil de se lembrar.

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No começo do livro, ele começa dizendo que que o efeito dado a poesia é “uma destruição da inteligência”, e ainda completa dizendo que “é uma enfermidade e que devemos ter o antídoto em mãos’, o conhecimento deve ser de sua verdadeira natureza, na época, isso foi algo que chocou muitos gregos. Platão critica também a ilusão que esses poemas causavam no povo, ele da o exemplo dos desenhistas que aplicam a ilusão de ótica para nos enganar, os efeitos dados aos poemas confundiam a inteligência. A poesia consegue aflorar sentimentos ao ouvinte, fazendo ele se “encantar” com suas poesias, Platão ressaltava que isso era perigoso e não admissível. Platão dizia que tudo isso é uma espécie de enfermidade.

Para ele, essas poesias era uma educação que oferecia um perigo moral assim como intelectual aos ouvintes. Ela conseguia confundir os valores de um homem e o transformar em uma pessoa sem caráter, tirando ele totalmente da verdade, pois sendo educado de um modo mentiroso, nunca conseguiria entender a verdade, assim a poesia não torna uma ofensa politica, mas sim uma ofensa intelectual.

Platão pergunta qual é a orientação dada a essas poesias, Ele diz que são cheias de assassinatos, incestos, crueldade e traições; de paixões descontroladas de fraqueza, covardias e maldades, a censura nesse ponto consistia a única garantia. A repetição disso só podia levar a mente dos jovens a más influencias sobre tudo naquela época, porque isso era a principal ferramenta educacional da época. Isso é uma acusação a tradição educacional grega, que era usada a tanto tempo. No livro ele questiona a tradição grega e as bases nas quais ela se construí-o, ele propôs uma tradição de qualidade na base da educação grega.

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O processo para uma boa educação na base grega constitui um grande problema para central para Platão, esse problema são as presenças dos poetas na educação, eles são o centro do problema. Quando houver poetas educando de modo falso, nunca conseguiremos atingir a natureza do homem.

Platão adota um procedimento muito trincado comparando poesia e pintura, colocando ambas no mesmo patamar, dizendo que ambas não são verdadeiras, uma de forma sensível e a outra oral.

Embora o alvo central das críticas seja os poetas, Homero e Eurípides é o principal representante porque ele foi o fundador dos “poetas trágicos” como dizia Platão, todos eles com o objetivo de praticar a mímeses, a crítica às artes miméticas não consiste no fato de elas serem “imitação da imitação”, e, só por isso, desprovidas valor, porque é algo copiado e não criado. a poesia apela para o que há de mais inferior na alma, fortalecendo seus piores impulsos, é claro que as críticas referem-se meramente a questões de fato: o “conteúdo” de determinados poemas, poemas de mal conteúdo só poderia criar jovens com más conteúdos.

Assim, Platão expulsa os poetas não simplesmente porque eles expressam coisas distantes da verdade, mas principalmente porque a poesia que ele conhece tem a pretensão de estabelecer critérios que não são naturais e são de baixa qualidade, ele defende dois pontos fundamentais: sua teoria das ideias (se são bem formadas e se encaixa no contexto grego) e sua perspectiva do papel da poesia na Grécia antiga.A poesia não revela as coisas como são, somente nos revela a aparência; e da natureza humana descreve somente o trágico e o triste. A poesia deve ser excluída da cidade porque prejudica a justiça e as demais virtudes do homem.

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Platão termina dizendo que os poetas usam somente a alma racional e parte irracional. A parte contemplada pela poesia é justamente aquela que estimula na alma os elementos irracionais. A parte racional, considerada superior e responsável pela capacidade de pensar, é subvertida pela poesia, influenciando o ouvinte da poesia.


Guilherme Mariano

tenho medo de começar a ser feliz e surgir efeito colateral como puxar coro de musica de onibus de excursao ou tirar foto de braços abertos..
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