idees

Meus pensamentos, sua opinião.

Jonas Moura

Uso as palavras para falar ao mundo o que penso.
Observo. Amo. Ouço. Declaro.
Compartilho ideias, quero colher pensamentos.

E aí, qual a tua onda?

Fascista, Comunista, Coxinha ou Esquerdopata... Somos todos humanos! E, o mais interessante seria ter consciência disso, não apenas, uma boçal noção dessa identidade.


Fotor_147052880370370.jpg

Parece inconcebível se pensar que, nos dias de hoje, numa sociedade considerada evoluída, e quase sempre consciente de seus erros do passado, que um regime autocrático e pautado em bases ditatoriais, consiga sobreviver e ter adeptos.

Na era da apreciação da democracia, regredir ao totalitarismo e sua autoridade opressora soa anacrônico, mas não impossível. Se tratando de uma visão global, as diferenças sociais, políticas e econômicas podem agregar ao entendimento de uma sociedade e seus indivíduos, suas opções e estruturas governamentais.

Regimes políticos, em geral , refletem o nível de consciência política de seus eleitores, adestrados ou lúcidos, sobre o papel fundamental da massa na manutenção de um sistema. Reside, na lucidez intelectual, o discernimento entre a redundância errônea de certos discursos e a possibilidade de mudanças tangíveis para as realidades alheias.

No Brasil, por exemplo, vivemos um momento de efervescência política. Uma primavera acalorada que trouxe a tona velhos conhecidos da história mundial. Gritam-se aos quatro ventos, do mundo virtual, nomes como: fascistas, comunistas, esquerdopatas e afins. Clamam até por retorno de regimes militares.

Ora, estamos pensando justamente nisso ! Na possibilidade de ainda se pensar na ideia de regimes autocraticos! Logo, não e infelizmente, seguimos incrédulos. Seus adeptos estão aí, livres e bradando seu ufanismo, graças a democracia, no caso ignorada.

Adolf Hitler e Mussolini foram autocraticos. O nazifacismo assombrou a Europa, em meados do século XX. Mas, tais líderes não teriam resistido por tanto tempo se não fossem seus fomentadores. Aqueles que sob o discurso da imposição da disciplina e da ordem anti o caos, simpatizaram com causas tão perversas quanto utópicas, ou até mesmo lucraram com estes movimentos.

A verdade é que por trás de um discurso promissor, pode se esconder um regime excludente e nocivo as liberdades individuais, averso as diferenças. Nada de ir além do que se dita, nada de ir contra as regras, nada para se questionar. A autocracia é mãe de uma verdade absoluta.

E, qualquer semelhança com figuras políticas da modernidade não será um mero acaso. A cultura do medo, o populismo punitivo e os discursos de ódio não são meros instrumentos espontâneos. É preciso cuidado, as ferramentas fascistas estão a disposição. Suas crias também.

Não precisa ir muito longe para perceber que a qualquer momento, num instante oportuno e sob as rédeas de um oportunista visionário, capaz de compreender tal facilidade, o que muitos temem renasça ainda mais agressivo.

Uma experiência antropológica, realizada por um professor da Palo Alto, na Califórnia, em 1967, revelou que nada é impossível. Seu experimento virou livro e filme, e em 2008 ganhou um remake no cinema alemão. A Onda (Die Welle) é justamente a materialização cinematográfica do que já foi aqui comentado.

Um grupo de alunos de ensino médio é submetido a descoberta e prática da autocracia. Aos poucos, instigados pelo discurso de seu líder, passam a viver além da sala de aula os efeitos dessa ideologia. Quando o grupo percebe que perderam o controle, as consequências já são irreversíveis.

A obra é um excelente exercício de ciência política e social. É direta ao ponto. Remete, além de outros aspectos, a certeza de que a História existe para também permitir reincidências negativas que marcaram a humanidade. Não gostar não necessariamente implica em ignorar os fatos.

Fascista, Comunista, Coxinha ou Esquerdopata... Somos todos humanos ! E, o mais interessante seria ter consciência disso, não apenas, uma boçal noção dessa identidade.


Jonas Moura

Uso as palavras para falar ao mundo o que penso. Observo. Amo. Ouço. Declaro. Compartilho ideias, quero colher pensamentos. .
Saiba como escrever na obvious.
version 3/s/cinema// @obvious //Jonas Moura