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Meus pensamentos, sua opinião.

Jonas Moura

Uso as palavras para falar ao mundo o que penso.
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Compartilho ideias, quero colher pensamentos.

E, para você, trair vale a pena ?

Ninguém precisaria sofrer por ser traído. Ninguém, caso a natureza humana, garantisse a lealdade firme e inabalável. Procura-se humanos que sejam fiéis, não somente aos seus pares, mas também aos seus sentimentos, inúmeras vezes repetidos, em alto e bom som, a pessoa amada. Procura-se a verdade, a cumplicidade acima de qualquer desejo, tão necessária aos romances.


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Certamente, todas ou quase todas as relações amorosas, são assombradas pelo medo da traição. Erguida sobre os pilares do amor e da confiança, uma vida a dois precisa extinguir este receio para que a felicidade flua tranquilamente. Sim, é preciso se desapegar dessa neura. Mas, talvez e infelizmente, não esquecê-la completamente numa gaveta qualquer.

Ninguém precisaria sofrer por ser traído. Ninguém, caso a natureza humana, garantisse a lealdade firme e inabalável. Procura-se humanos que sejam fiéis, não somente aos seus pares, mas também aos seus sentimentos, inúmeras vezes repetidos, em alto e bom som, a pessoa amada. Procura-se a verdade, a cumplicidade acima de qualquer desejo, tão necessária aos romances.

Antes, da carne trêmula e do proibido, é mais válido medir as consequências de uma aventura. Elas podem ser letais, e destruir qualquer amor, por mais forte que este seja. Poucos sobrevivem ao erro do pecado cometido pela cobiça e luxúria de satisfazer vontades egoístas. Se for para viver das próprias vontades, escolha ser livre. Aprisionado, não há prazer sem culpa, só desculpas esfarrapadas.

E, embora possa haver razões, trair será sempre o caminho mais doloroso. A opção mais perigosa entre as mais honestas com o amor. Não haverá volta, mesmo no anonimato dos fatos, a consciência estará ali para julgar. Em algum lugar ou momento, não existirá escapatória, pois as mentiras são frágeis, não resistem as contradições impostas pela verdade. Existirá razão suficiente?

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No filme Infidelidade, Constance (Diane Lane - Indicada ao Oscar) é uma mulher madura, bonita, mãe, com um casamento estável e bem sucedido. Tem uma vida admirada e desejada por outras mulheres. Seu marido, Edward (Richard Gere), é um homem dedicado e fiel a família. Juntos, eles vivem uma vida pacata e feliz. Aparentemente, sem qualquer motivo que abale a relação. Até, que um dia, o acaso muda tudo.

A esposa fiel dá chance a uma aventura extra conjugal, e cede aos desejos por um francês galanteador. O que parecia inabalável, mergulha a relação de Constance, numa situação incomum. Seu erro, põe em jogo um sentimento construído ao longo de 11 anos. O descontrole, sobre seus sentimentos, culminam num sofrimento evitável.

O adultério é o fio principal do enredo. Suas consequências a razão para refletirmos sobre o assunto. A obra evita eufemismos, ou você escolhe o prazer da aventura casual e paga caro por isso ou se permite respeitar o amor que assumiu com o outro. Como tudo na vida, toda escolha acarretará reações, nem sempre controláveis.

A mensagem é rígida e dolorosa, abala convicções e revisa pensamentos equivocados. Marcado por atuações reais e uma trilha melancólica o suficiente para emocionar seus espectadores, Infidelidade não é um bate papo de boteco, despretensioso. O filme é uma pergunta objetiva:

E, pra você, a traição valeria a pena?


Jonas Moura

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