idees

Meus pensamentos, sua opinião.

Jonas Moura

Uso as palavras para falar ao mundo o que penso.
Observo. Amo. Ouço. Declaro.
Compartilho ideias, quero colher pensamentos.

Feitos pra acabar, renascer e se encontrar de novo. Em breve...

"É tempo de nascer. É tempo de morrer. Tempo de plantar e tempo de colher o que se plantou. As almas felizes de estarem juntas, se procuram e quando se reencontram, é como amigos que voltam de uma longa viagem."
Chico Xavier


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Aos meus avós. A todos que já partiram e aos que ficaram. A quem acredita que a morte não é o fim...

Quando seguramos um bebê em nossos braços carregamos a promessa de uma vida. Ao cuidarmos dos mais velhos temos a certeza que ela, a vida, é um ciclo com início, meio e fim. A ordem natural das coisas, nos ensina que há um plano perfeito a ser cumprido. Um destino, que muitas vezes, não dependerá das nossas vontades. A jornada a ser escrita é superior a compreensão e explicação dos homens.

Por mais racional que seja o pensamento sobre a nossa existência, sempre haverá perguntas sem respostas. No máximo, tentativas religiosas que buscam dá explicações ao desconhecido. Não é a vida em si que provoca tantos questionamentos. É o fim, que desperta às questões sobre o sentido de tudo. E, entre tantos desafios ao longo do tempo, esse se torna o mais doloroso. Por mais forte que sejamos, nunca estaremos prontos.

A morte é misteriosa. Guarda segredos que ainda não foram desvendados aos humanos. Chega avisada ou de repente, carrega em seu abraço jovens ou velhos, ricos ou pobres, quem quer e quem não quer. Desconcerta ou concerta as coisas. É certeira. A certeza mais fiel de tudo que sabemos. Um dia, a qualquer hora, chegará nosso momento.

O ciclo sem término, do nascimento até o final, é a melhor parte de todo segredo. Quando se vai a pele, sobrevive a alma. Quando se vai um sorriso, sobrevive a saudade. No meio das lágrimas inevitáveis renasce as melhores lembranças. O tempo que não retorna, mas que guarda cheio de amor tudo que foi vivido, se encarrega de ensinar a curar as dores. Dói, mas passa. E, pouco a pouco, sobrevivemos às idas e vindas.

Aí,quando alguém se vai, deixa os receios. O medo de novas perdas, o apego exacerbado aqueles que continuam entre nós. Nosso egoísmo carregado de afeto insiste em querer ficar por aqui, e ter com ele todos e tudo, sem menos, apenas mais e de preferência sem hora ou data pra findar. Feliz, e doce ilusão, não é da gente esse poder.

Porém, já disse uma canção do Jeneci, a gente é feito pra acabar. Somos feitos pra viver as dores e alegrias de uma vida. Explodir e se espalhar entre muitas e outras vidas. Somos feitos pra dizer sim, caber no mar, e isso nunca vai ter fim. Mas, quem sabe, não é exatamente um fim? Quem sabe, é apenas o início de tudo?

Viveremos para descobrir, morreremos para renascer. Até lá, seguimos. Na torcida pelo reencontro, na ânsia pelo abraço eterno. Pelo dia que não mais precisaremos nos despedir. Em nome do amor, que nos une ou nos uniu, aqui na terra. Pela alegria de ter a convicção de que nunca mais nos separaremos, apenas estaremos viajando em diferentes dimensões, certos de que, vamos nos reencontrar. Em breve.


Jonas Moura

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