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Jonas Moura

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Miss Monroe, fama e lágrimas

Difícil acreditar ser possível a infelicidade quando se tem o mundo aos seus pés, mas nem os deuses conseguiram fugir de seus karmas. E, a Srta. Marilyn Monroe experimentou, mesmo na sua imortalidade humana, as nuances de ser quem foi. O mito era de carne e osso. Era uma mulher. Linda, e dona de todos os mistérios da feminilidade.


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Nos bastidores, nem tudo é como ilude a representação. Em frente as câmeras, a imagem esconde a essência. O imaginário omite o ser real, que se disfarça no brilho e na beleza estonteante. Sob a pele alva, os olhos azuis, o loiro platinado e as silhuetas perfeitas reside a insegurança. A dor e a alegria de carregar o peso do sucesso, da fama arrebatadora.

Difícil acreditar ser possível a infelicidade quando se tem o mundo aos seus pés, mas nem os deuses conseguiram fugir de seus karmas. E, a Srta. Marilyn Monroe experimentou, mesmo na sua imortalidade humana, as nuances de ser quem foi. O mito era de carne e osso. Era uma mulher. Linda, e dona de todos os mistérios da feminilidade.

A pequena Norma Jeane Mortenson, seu verdadeiro nome, por trás dos holofotes se desprendia de sua personagem para revelar uma personalidade confusa e um tanto melancólica. Algo, que na época, já se murmurava em Hollywood, e que no filme "Sete dias com Marilyn" fica evidente aos fãs e curiosos.

A obra reproduz o período, em que a estrela ficou em Londres, para a gravação do filme "O príncipe encantado". Um set conturbado pelo comportamento de Marilyn, mas deslumbrado com o encanto e a instabilidade emocional da atriz.

Michelle Williams, indicada ao Oscar pelo papel, surpreende pela semelhança e também pela competência em captar os trejeitos, daquela que se tornaria um dos maiores símbolos sexuais, da história do cinema americano. É muito interessante como "Sete Dias com Marilyn" reproduz a áurea que a envolvia. A essência de Miss Monroe é narrada com excelentes interpretações, e uma fotografia muito bem cuidada, a altura de seu protagonismo.

O affair entre a estrela e o assistente de produção Collin ( Eddie Redmyne, sempre excelente) é o que move a trama, que revela o quanto a atriz era um furacão, tanto de sensibilidade quanto de sensualidade. Ao terminar o filme, parece não haver outra alternativa, fica o desejo e a curiosidade em saber mais sobre este mito.

Surge a questão: Quem, realmente, foi Marilyn Monroe?

A humanização da artista permite aproximá-la dos meros mortais. Marilyn era uma construção de Hollywood buscando um encontro consigo mesma. Uma confusão entre a personagem e a mulher real. Ainda assim, perdida em si, uma pessoa de brilho intenso. Uma aparição rara, que certamente, não mais assistiremos na telona.

Marcada por uma vida de sucesso e escândalos, a lenda segue eterna. É como tantos outros ídolos, e suas histórias conturbadas. Queremos saber a verdade, mas para as melhores lembranças guardamos os melhores momentos. Os lábios vermelhos e o vestido branco esvoaçado, revelando as belas pernas, ficarão para sempre. E, isso não depende do que ela era além da fantasia cinematográfica, depende da imagem que ela mesma se propôs a interpretar.


Jonas Moura

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