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Jonas Moura

Uso as palavras para falar ao mundo o que penso.
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Compartilho ideias, quero colher pensamentos.

O amor também usa barba

Seja pai, ou pai e mãe. Seja tempo ou respeito. Duro e companheiro. Não há regras absolutas. Tipos imutáveis. Há o imperfeito em busca da excelência. A presença, o exemplo, o afeto explícito num sorriso, num abraço apertado, numa palavra amiga. Sem receios ou estereótipos. Passado é passado. Hoje, aos pais, tudo é permitido. Sempre foi e será. Basta escolher, basta não resistir, nem desistir.


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Já se foi o tempo que a figura paterna, era de maneira machista, apenas o elemento provedor da família. Aquele, quase exclusivamente, responsável pela estrutura econômica e autoritária da hierarquia familiar.

O mundo muda constantemente. E, embora que ainda para tudo haja os conservadores, o regime sisudo-patriarcal amoleceu o coração, evoluindo muito além do respeito amedrontado e das demandas materiais. Até mesmo os formatos e conceitos de família mudaram. Nada é mais como antes.

Não é que não houvesse o amor, mas talvez, sua expressão nítida se escondesse na falta de tempo ou ausência de dedicação aos filhos, em prol do trabalho. Até certo tempo, o afeto e o carinho era uma regra abraçada pela mãe.

Elas têm todo o nosso mérito e reconhecimento. São únicas e insubstituíveis, porém sem surpresas, há lugar para nós. Pais e homens, provedores e tão capazes do amor incondicional, quanto se imagina.

A dádiva da paternidade, quando aceita e reconhecida, torna-se tão transformadora e mágica que podemos nos desconhecer, ou melhor, nos descobrirmos enquanto responsáveis pela criação de uma outra vida, de uma herança do amor ao universo.

De alguma maneira, Kramer vs Kramer (1979) aborda essa redescoberta. Essa transformação interior que transborda ao mundo em forma de um sentimento tão forte, que é capaz de contaminar quem está ao redor.

O filme é sensível como deve ser. Ao revelar o reencontro de um pai com seu pequeno filho, a partir da ausência repentina da mãe. É capaz de representar tudo aquilo que a paternidade deseja e entrega sem trocas. Amizade, cuidado, atenção, e infinitamente, o significado de amar.

As atuações marcantes de Dustin Hoffman, Maryl Streep e Justin Henry (o pequeno Billy) são destaque. Além das cenas cativantes entre os personagens do pai e do filho. O melhor da obra e sua mensagem. Não dá pra não pensar sobre a interminável missão da paternidade, e da eterna vontade de não errar e ser sempre o melhor que se pode.

Independente de qualquer situação, estar presente será sempre uma questão de escolha. A realidade, diferente do cinema, impõe certos desafios. Tudo bem. Umas horas ou alguns minutos, sempre farão toda a diferença. Já não temos mais que reduzir nosso papel a um simples registro.

Seja pai, ou pai e mãe. Seja tempo ou respeito. Duro e companheiro. Não há regras absolutas. Tipos imutáveis. Há o imperfeito em busca da excelência. A presença, o exemplo, o afeto explícito num sorriso, num abraço apertado, numa palavra amiga. Sem receios ou estereótipos. Passado é passado. Hoje, aos pais, tudo é permitido. Sempre foi e será. Basta escolher, basta não resistir, nem desistir.

O "Eu te amo" também usa barbas... Aos meus pequenos.


Jonas Moura

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