idees

Meus pensamentos, sua opinião.

Jonas Moura

Uso as palavras para falar ao mundo o que penso.
Observo. Amo. Ouço. Declaro.
Compartilho ideias, quero colher pensamentos.

A ficção real dos nossos próximos dias

Eu não teria medo do amanhã se hoje fosse tudo diferente.


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O futuro é um lugar ali perto. Em breve, se chega lá. Daqui a pouco, tá aí. Quanto tempo falta? O suficiente para se perceber que não demora muito. Hoje, por exemplo, já foi o futuro algum dia, ontem e agora também. Nesse momento, já se pensa no possível amanhã que sempre promete alguma coisa. Alguma hora, baterá na sua porta ou você nem se deu conta onde já está.

Daqui, do meu smartphone, acesso o mundo. Escrevo e compartilho minhas ideias. Mas, houve um tempo que isso era impensável. Haverá outro, em que isso terá sido um mero detalhe. O futuro chega, e trás consigo o novo, o moderno. É assim que o pensamos, não há como ser diferente. Há como ser melhor pensado. Tem como ser melhor enxergado, os seus efeitos nocivos e benéficos.

Pensá-lo, o tornaria diferente? Se tão planejado já é, e ainda sim intoxicado, cego e voraz. Talvez, haja maneiras de observar essa concepção. Seja criando ou apenas sendo mais um objeto dessa caixa de pandora. Somos todos responsáveis. Alguns vilões, outros vítimas. De preferência, sem espelhos para evitar um choque perturbador da realidade que nós mesmos construímos.

Quando proponho uma reflexão sobre esse tal tempo que sempre está para chegar, refiro-me a modernidade. A mistura entre tecnologia e seus reflexos comportamentais. O quanto esse advento manipula a nós humanos, enquanto sociedade que desfruta de um meio cada vez mais industrial, virtualizado, mecanizado e robótico. Uma era com todos os instrumentos para ser brilhante, mas fadada a caminhar a beira de um abismo obscuro.

Interessa ? Se sim, parabéns. Se não, cuidado. Entre nós, já reside o amanhã. Assim sendo, sejam bem vindos ao universo de Black Mirror. Contemplem, vossos reflexos no espelho negro, no lado escuro de uma realidade tão possível, que em alguns casos já existem. Tão real que nem parece arte, tão cruel que dispensamos a possibilidade da vida está sendo imitada. Seu criador Charlie Brooker nos desafia, instiga e assusta, reproduzindo o real. Numa lente de aumento digna de nossa atenção.

A princípio, Black Mirror são 13 episódios antológicos, divididos em 3 temporadas e com a quarta já confirmada pela Netflix. Um motivo de ansiedade e comemoração para os fãs. São histórias independentes. Cada capítulo, uma crônica dessa sociedade refém das novas tecnologias, cada estória um soco no estômago do espectador, sem exageros. Se ver diante do espelho pode ter suas vantagens, mas também pode chocar. Um mérito brilhante da série.

Para uns ficção científica, porém "BM" vai muito além da mera exposição do que nos aguarda tecnologicamente. Não é só o efeito do desenvolvimento, é o que já somos aliado a poderosos dispositivos inteligentes. É o que já nos tornamos numa perspectiva negativa, e nem nos demos conta. Realidade crua, sem filtros ou seleção de conteúdo. Um diálogo entre o presente e o que pretendemos ter. De simples entretenimento a uma lição aperfeiçoada e obrigatória.

É impossível não se impressionar ou terminar desnorteado ao fim dos episódios. São realmente impactantes. Black Mirror é inteligente, imprevisível e interessante. Não soa exagerado considerá-la um fôlego ao lugar comum de tantas outras produções. Se não perder sua essência ainda há muito a explorar. Um futuro brilhante. Conecte-se e escolha o seu.


Jonas Moura

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