ideias aleatórias

O usuário tem o poder

Jeronimo Molina

Administrador e blogueiro

Por que protestar?

Protestar faz parte da história do ser humano. Desde pequenos protestamos por atenção, comida, proteção. Depois de adultos protestamos por outras coisas, por outras necessidades. Calar-se não adianta nada.


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Bacana a foto, não? Para alguns pode até parecer que é um ato de vandalismo, e de fato é, mas a foto retrata o que é um protesto.

O ser humano sempre protestou, sempre protesta. Desde recém-nascidos reivindicamos nossos direitos, nossas necessidades. Ou você acha que o choro de fome de um bebê é porque ele quer comer? Isso é protesto.

Caminhar pelas ruas empunhando bandeiras, gritando palavras de ordem, entoando canções, desafiando a polícia é protesto. E por mais perigoso que possa parecer é somente assim que a sociedade civil tem sua voz ouvida. Somente o grito das ruas chega aos ouvidos dos governantes.

Quem detém o poder, detém as ferramentas de mudança da sociedade que vivemos não são os governos, presidentes, o estado. Somos nós o povo.

Graças as redes sociais (Facebook e Twitter, principalmente) temos o poder nas mãos, que antes era deixado para a grande mídia comercial ou para os próprios governantes, que legislavam em causa própria.

Nosso poder de fiscalizadores dos atos de um governo ficaram escancarados, abertos para todos, e fomos empoderados por algo que jamais algum governante enfrentou: a voz das ruas.

Ulisses Guimarães, político brasileiro e deputado constituinte, disse uma frase que marca como os governantes tem medo do povo:

"A única coisa que mete medo em político é o povo nas ruas."

f_129907.jpgUlisses Guimarães segurando a Constituição que ajudou a criar

Essa frase deixa claro que somente a população pode fazer mudanças na própria sociedade.

Nós cidadãos brasileiros fomos “adestrados” a pensar que política é um assunto proibido, intocado, colocado a mercê de pessoas mais abastadas - de dinheiro ou intelecto - ou pessoas inescrupulosas. Esse não envolvimento com a política diária, aquela que define os rumos da sociedade, não é colocada a baila nas rodas dos amigos de bar, na família assistindo Jornal Nacional ou na conversa entre casais de namorados.

Deixamos nosso destino a mercê de outras pessoas, que através da politicagem e do partidarismo, colocando seus interesses pessoais acima dos interesses de milhares de brasileiros, simplesmente porque precisam do poder para se manter.

A política brasileira está corrompida, comprada. E isso é nossa culpa e mais ninguém. Nós como membros da sociedade, chamada comumente de povo, ficamos alienados com nossos problemas pessoais e esquecemos dos problemas nacionais. Agora os problemas nacionais se tornam pessoais: impostos elevados, volta de inflação, insegurança, corrupção, falta de modelos éticos para seguir.

A palavra de ordem dos protestos de Junho de 2013, retirada de um comercial da Fiat demonstra o que precisamos fazer. Ir para a rua protestar é importante, fundamental para a mudança.

Mas de nada adiantará se voltarmos para casa e ficarmos olhando para a TV ou lendo na internet mudança de atitude daqueles que nos governam. Nós precisamos mudar nossas atitudes e fazer com que nos governa segue digno de estar lá.

Não podemos mais nos tornar passageiros nessa locomotiva desgovernada que se chama Brasil, precisamos ser maquinistas e alterar os rumos do país que nascemos e crescemos.

Marcel van Hattem (PP), deputado estadual no Rio Grande do Sul disse uma frase que devia estar estampada em cada carro, cada janela, cada poste de energia:

"Eu não quero viver em outro país. Eu quero viver em outro Brasil!

marcelvanhattem.pngMarcel van Hattem, deputado estadual/RS

Todos nós sempre sonhamos em morar nos EUA, na Europa, onde tudo é limpo, organizado, correto, ético. Porque não podemos fazer isso aqui em nosso país? Será que nós, cidadãos somos um amontoado de pessoas em busca de nada?

Parafraseando a campanha de Barack Obama, digo: Sim, nós podemos!, e faremos. Basta fazer aquilo que fazemos desde recém-nascidos: protestar.


Jeronimo Molina

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