imagens e palavras

REFLEXÕES SOBRE LITERATURA E CINEMA

Fernanda Villas Boas

ONDE ESTÁ VOCÊ?

Você já acordou para a sua realidade? No pó-modernismo estamos produzindo rupturas tanto nas relações sociais como em nossas relações mais íntimas. O medo e a fragilidade das pessoas está imerso nos aparelhos eletrônicos em busca de si próprias sem saber que cada vez mais o desinteresse pela vida, amigos e natureza somem na tela virtual de uma outra realidade que separa, ilude e vicia.


0 auto 20px;" />href="http://obviousmag.org/imagens_e_palavras/2015/08/04/mascaras-1024x664.jpg">mascaras-1024x664.jpg Tenho pensado muito sobre o silêncio ruidoso da multidão que atravessa por mim nas ruas cheias de gente conectada. Como foi acontecendo todo o movimento virtual, ninguém sabe explicar. Tamanha velocidade. Com a entrada do século XXI, a partir do celular simples telefone sem fio, todos foram acometidos por uma febre virtual, que contagia velhos e crianças e vicia a todos ao ponto de torná-los cegos, mudos e surdos. Embora o tema esteja em pauta, não me abstenho de sobre esta virtualidade comentar . É um espanto se pensar-se em termos de vinte anos atrás. Ainda havia papo, conversa fiada, televisão ganhava para o rádio e as senhoras comentavam as novelas com total identificação.O Mundo estava se tornando pós-moderno e a partir daí ninguém se achou, nem se buscou mais. O telefone mal toca, quando toca. Quer se entenda a cultura como progressista ou retrógada, ou a mescla das duas, nunca saberemos compreender os desejos que motivam as pessoas no mundo, que as vinculam a certos poderes e as fazem ressistir a outros, enquanto não0 compreendermos o papel da cultura em relação ao desejo. A característica pós-modernista é um afastamentop da confiança otimista na tecnologia em direção a um desinteresse por todo tipo de expressividade, seja nos aparelhos virtuais, seja nas relações humanas. Não se vê, de repente, não mais que de repente, como diria o poeta Vinicius de Moraes do amor se fez o espanto. Há um espetáculo de superficialismo que leva a um fascínio pela confusão, pela desintegração da individualidade, produzindo uma esquizofrenia coletiva.

O pós-moderno representa uma ruptura cultural, no sentido de episteme de Foucault ou dos paradigmas de Kuhn: o momento pós-moderno é uma ruptura iniciada pelo modernismo, encarado como um período transacional entre o romantismo do século XIX e o atual panorama cultural. Pós-modernos definitivamente não possuem a autoconfiança dos modernos. Muito mais do que seus avós, eles veem a si mesmos como pessoas frágeis e imperfeitas. Com frequência eles vêm de famílias desestruturadas. Quando compartilham suas experiências familiares com os amigos, descobrem que a situação destes não é muito melhor. Em consequência disso, pós-modernos possuem um senso aguçado de fragilidade, uma profunda busca de cura interior. Embora o senso de fragilidade possa levar ao desespero, também pode abrir caminho às refrescantes ondas do evangelho. Uma pessoa precisa perceber que tem um problema antes que possa se interessar na solução.

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Na atitude pós-moderna, existe um senso de inclusão por aquilo que é exótico, fora do comum, ou apenas diferente. As principais forças por trás da inclusão pós-moderna são a globalização e a urbanização. As grandes cidades se tornaram o ambiente no qual uma variedade de etnias, culturas, gostos e crenças entram em contato uma com a outra. E, para que exista uma boa convivência, é necessário ouvir e respeitar os outros. De acordo com a Bíblia, o ideal de Deus é levar as pessoas da exclusão à inclusão. A maior barreira contra a inclusão não é o coração de Deus, mas os corações humanos.


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