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REFLEXÕES SOBRE LITERATURA E CINEMA

Fernanda Villas Boas

La La land : a música em movimento

Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem o sucesso.


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Em La La Land ( 2016) filme americano dirigido por Chazelle Emma Stone é Mia, a atendente de uma cafeteria localizada no perímetro de um grande estúdio,que pretende ser atriz mas que, apesar do talento, não consegue um papel em nenhuma companhia teatral. Seu caminho vai se cruzar com o de Sebastian (Ryan Gosling), um pianista hábil e sem trabalho que sonha em perpetuar o jazz – vertente da música que combina os instrumentos de forma complementar.

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Estes dois românticos são os protagonistas do musical, gênero cinematográfico pouco comum nas últimas décadas. O filme traz inúmeras referências a começar da primeira sequência quando dentro de um trânsito parado todos saem para dançar na estrada lembrando os clássicos de Hollywood. Chazelle também traz à memória o famoso filme francês Les Parapluies de Cherbourg de Legrand ( 1965), um musical romântico e famoso por suas belas canções dentro do encadeamento amoroso em pontes, planetários e cinema onde Mia e Sebastian cantam e dançam leves e surreais dentro de um cenário místico, onde temos a impressão de estar saindo desta realidade para o mundo dos sonhos onde a atriz voa leve entre as estrelas.

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É uma ode ao romantismo tão perdido em nossos dias.O amor idealizado e encantado pela arte, que brota da música e dança. Com muitas características do romantismo. La La Land, traz a busca por um sonho, que Mia, como atriz consegue alcançar ao longo da trajetória e Sebastian pelo seu piano resgata o jazz e tem seu sonho realizado, resgatando as raízes da música americana. Depois de sua sequência de abertura, o diretor Chazelle mantem a música nos diálogos do casal. O diretor - que também escreveu La La Land - integra a música ao seu filme ao longo da história, explorando sua ausência em uma sequência duríssima e triste e nos leva ao final. É um final que nos convence sobre a presença da arte naquele momento em que ambos tiveram que escolher entre se casarem ou serem atriz e músico reconhecidos e famosos.

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