Andressa Lara

Ariana (do bem), inventiva e o que mais der na telha.

É preciso pirar de vez em quando

Pirar para o bem é trocar atividades que não possuem nenhum significado direto com a sua personalidade por aquilo que realmente faz sentido para você


Quando as coisas apertam, já teve a sensação de ter alguém te observando de fora, como em um filme, esperando a cena de ação em que você começaria a gritar e destruir tudo a sua volta? Não me refiro somente a bens materiais, mas aos laços afetivos construídos ao longo do tempo. Nessas horas, é um desafio tremendo não pirar.

arlequina-1.jpg Foto: Internet/observatoriodocinema

A personagem Arlequina pirou ao se apaixonar pelo Coringa, vilão com quem mantém um romance abusivo. Entre doses de sarcasmo e ironia, a loucura talvez seja a principal característica da personagem, que começou com pequenas aparições nos quadrinhos, mas logo conquistou seu espaço e ganhou vida própria. No entanto, essa reflexão não é sobre ela, mas sim, sobre a necessidade de pirar de vez em quando.

Por sorte, a palavra “pirar” permite duas interpretações, isso é, nem sempre pirar é um sinal ruim. Pirar também pode ser uma coisa boa. Aí, os papéis se invertem. Pirar para o bem é extremamente necessário. É quando aquele mesmo espectador que estava esperando um momento de ação dramático é surpreendido por um pico de superação.

Pirar para o bem é trocar atividades que não possuem nenhum significado direto com a sua personalidade por aquilo que realmente faz sentido para você (mesmo, veja bem, que só faça sentido para você).

Sabe aquela vaga que tem um nome lindo no papel, mas na prática é só stress? Dê uma pirada e busque novos desafios. Está em uma relação desgastada, que só exige e nada oferece? Sinta-se a vontade para pirar e sair fora.

Tomar uma atitude deixa uma sensação de deslocamento, acontece sem hora marcada e pior: nunca é possível prever se o caminho escolhido é o certo. No entanto, pirar é dar um grito para novo, é mostrar-se disposto a receber o desconhecido. Logo, é natural que assuste.

Ao olhar para trás, percebo quantas e quantas vezes, foi necessário pirar, em invés de reclamar. O resultado dessas “pirações” me trouxe até aqui, a esse exato momento em que o cursor do mouse palpita como batimentos cardíacos a espera de algum tipo de resposta. Nesse jogo de emoções, a regra é ficar de olho nos neurônios: Afinal, pensar é uma das coisas que mais faz a gente pirar. Se será para o bem ou para o mal, só depende de cada um.


Andressa Lara

Ariana (do bem), inventiva e o que mais der na telha. .
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/recortes// //Andressa Lara