Nicolle Oliveira

Curiosa por natureza, faz de cada resposta uma nova pergunta. Dona de uma mente cronicamente inquieta, ainda não descobriu o que veio primeiro: sua inquietação, a inspiração ou o amor pelas palavras. [email protected]

quem não sabe ser feliz com pouco, jamais será feliz com muito

"Ele(a) acreditava que seria feliz, de forma permanente, após ter conquistado coisas como o diploma e um bom emprego. Então, reparou que isso só aconteceria mesmo quando encontrasse alguém especial e construísse uma família. Depois de ter tudo isso, chegou à conclusão de que só viveria plenamente feliz quando as crianças estivessem crescidas, formadas e com uma vida “estável”. Quando tal dia chegou começou a pensar que feliz, feliz, mesmo ficaria quando a aposentadoria chegasse — enfim, só aproveitar a vida, sem nenhuma preocupação ou compromisso. Mas o tempo não espera, enquanto adiava a tal da felicidade a vida passou."


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Costumamos acreditar que a felicidade será efetiva após um grande marco em nossas vidas: a profissão, o emprego, um relacionamento, a chegada dos filhos... E quanto mais caminhamos em direção a ela, mais distante estamos. De repente o tempo passou e você viu que conquistou vários objetivos, mas, ainda sim, não é plenamente feliz. Até parece pirraça da vida! Dizendo que só falta mais uma casa para conquistar o seu tão esperado prêmio. E quando você, finalmente, consegue ela diz que não é bem assim, é necessário ir mais uma casa à frente.

É certo que a felicidade vem junto com nossas maiores conquistas, mas não somente com elas. A vida nos faz feliz todos os dias, não de forma absoluta ou em doses extravagantes e exageradas. Ela não chega sambando junto com um bloco de carnaval, anunciando que chegou. Ela é sutil e delicada, tênue e discreta.

Felicidade mesmo é encontrar alguém que faça você se sentir especial — nem que seja por segundos — ou estar tão conectado com alguém a ponto de ser capaz de ler o pensamento do outro. É quando aquela tempestade cai só depois de você chegar ao trabalho e aquele arco-íris que vem depois do mal tempo. É quando você está em uma roda de amigos e percebe que é sortudo por tê-los. Felicidade é o abraço sincero de uma criança.

Felicidade é quando dá tudo certo na vida, mas é também quando algo dá errado. Felicidade não é só riso e alegria, às vezes, precisamos perder algumas coisas para lá na frente conquistarmos outras. Felicidade é quando você se arrepende de ter feito algo e reconhece que precisa mudar em algum aspecto da vida, mas não faz disso uma tempestade e tira da experiência o aprendizado.

Felicidade é aquele sentimento no coração quando você pode ajudar alguém. É ter teto, comida no prato e banho quente, talvez você só perceba isso quando encontrar pessoas que não têm quase nada e mesmo assim estão sorrindo. Felicidade é poder aprender e até mesmo poder fazer algo que você gosta, sem medo do julgamento dos outros.

Felicidade é quando a sua música favorita começa a tocar em um momento inesperado. É um abraço num dia difícil. Um “saudade” quando a distância é grande demais para estar sempre perto. Felicidade é pensar em quanto tempo você não vê uma pessoa e no dia seguinte esbarrar com ela pela rua. Felicidade é quando um livro mais parece um amigo por ter exatamente as palavras que você precisava. Felicidade é tudo que faz o seu coração acelerar, tudo que te dá vontade de agradecer. Enfim, felicidade é estado de espírito!

Por isso, precisamos aprender a ser feliz com o que temos, com as pequenas doses de felicidade do cotidiano. Caso contrário, teremos o mundo nas mãos e, ainda sim, estaremos infelizes.


Nicolle Oliveira

Curiosa por natureza, faz de cada resposta uma nova pergunta. Dona de uma mente cronicamente inquieta, ainda não descobriu o que veio primeiro: sua inquietação, a inspiração ou o amor pelas palavras. [email protected]
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