Steff Oliveira

Socióloga de formação, cursando especialização em projetos sociais e políticas públicas e Astróloga nas horas vagas. Apaixonada por [email protected], corujas, sorvete, o infinito, música e [email protected]

Quando você deixou de viver?

Sabemos que a mente é poderosa, mas quanto e como ela influencia nossa vida e atividades diárias?


viver_o_presente_1358455215.png O objetivo desse texto é fomentar questões individuais a partir de um olhar para dentro de si mesmo, para começar sugiro alguns exemplos: Será que estamos mesmo vivendo o presente? Quantas experiências deixamos de viver por causa de apego ao passado ou ansiedade por um futuro melhor? Qual a diferença entre viver e existir?

Questões como essas só podem ser respondidas quando passamos a perceber a forma como vivemos (ou não) o presente...

Há séculos estamos habituados a “viver” pensando, ou seja, dentro de nossa própria mente. Pensar é um esforço relacionado com o passado ou com o futuro. Osho dedicou diversas de suas palestras para expor considerações a esse respeito, dentre um deles destaco o seguinte: “Vivo sem pensar no passado ou no futuro, e descobri que esta é a única maneira de viver. De outro modo você apenas finge viver, mas não vive. Você espera viver, mas não vive. Ou é memória ou imaginação, mas nunca a realidade.” Caso tenham interesse, podem acessar a palestra pelo link.

Aparentemente, a insatisfação com o presente advém de projeções distorcidas sobre o passado e o futuro. Porém, passado e o futuro enquanto construções da mente são apenas ficções temporais que roubam a vivência do presente, e é exatamente nesse ponto que se encontra o maior problema.

Ao revisitarmos o passado a partir da memória, usamos a mente para resgatar imagens, som, sentimentos e etc. Esse processo de reelaboração dos “fatos” tende a amenizar ou supervalorizar as experiências que ainda tomam conta de nós, por outro lado, as situações que não foram vividas se tornam um fardo cada vez mais pesado.

No caso do futuro, a mente cria idealizações e ansiedade. Passamos dias, meses e anos planejando a vida em cada detalhe e quando alguma situação não sai conforme esperamos ou interrompe a conclusão de um projeto sentimos imensa insatisfação, mas imediatamente planejamos formas para aproximar o que parece ter ficado mais distante. Mesmo quando o objetivo é alçando, a ansiedade rouba o presente traçando cada vez mais metas, ironicamente é devido a esse processo “esquecemos” de comemorar conquistas e planos que deram certo.

Em ambos os casos, é importante notar a existência de um ciclo vicioso da mente que impede a percepção de novas experiências porque nos tira do presente, único momento temporal que acontece independente da mente. Ficamos perdidos em tempos mentais, para sair dessa armadilha devemos prestar atenção as nossas atitudes diárias até reconhecer o que é apenas reproduzido automaticamente como resposta a uma rotina entediante. É assim que deixamos de viver.


Steff Oliveira

Socióloga de formação, cursando especialização em projetos sociais e políticas públicas e Astróloga nas horas vagas. Apaixonada por [email protected], corujas, sorvete, o infinito, música e [email protected]
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