inconvencional

Tudo depende do ângulo

Michelle Cruz

Em formação na escola da vida, uma artista-arteira, e também, comunicóloga. Fazendo da sua vida uma obra-prima, falando da vida e do mundo que a influencia

Medo

Cada um é dono da sua felicidade, da sua paz interior. Pena que nem todas as pessoas reconhecem seu próprio valor. Alguns pensam que milagre é um toque de mágica, se na verdade, é uma longa jornada na vida de quem muito lutou e pouco falou das dores que passou.


Moça arco iris.jpg Ilustação: Rogério Rocha (gentilpirado)

Sinto-me perdida, sem rumo. Correndo contra o vento, contra o tempo. Buscando uma solução pra essa dor que sinto no peito. Não é doença do corpo, é doença da alma, é uma angustia. Uma força que me amedronta e me faz ignorar os meus sentimentos. Eu tenho medo! Tenho medo do que desconheço. Esse medo é algo abstrato, uma força ilusória. E eu sinto no corpo o medo. É estranho, é infantil, mas eu tenho medo da vida que estou vivendo. É muita loucura esses sentimentos.

Eu vivo sonhando com um dia melhor, com notícias que me ajudem a ser melhor. E nada do que eu sinto desaparece, apenas corrói por dentro. Eu falo com Deus, eu busco entender meus sentimentos. E acabo me escondendo até mesmo de ser feliz. Perco mais tempo chorando com o que sinto do que fazendo algo melhor pra mim. Eu quero mudar, mas não sei como.

Quando me olho no espelho eu não me encaro. Sinto medo. É desconfortável, estranho, não me interesso. E sei que é bobo, mas preciso vencer esse sentimento ruim que quer me dominar e me tirar o sossego. Eu sei que a minha vida pode ser diferente e melhor. Bastaria eu tirar esse sentimento de medo. Por que Deus não faz isso por mim? Isso parece querer me tirar a vida, a esperança, a alegria. É só um medo, é o que sempre diz uma grande amiga quando conversamos desses meus momentos. E pensando nela, vendo a vida dela me dá mais desespero. Ela parece não ter medo de nada e de ninguém. É aventureira. Leva a vida como se não tivesse problemas. Ela sim é uma guerreira. E o engraçado é que quando conversamos sobre isso ela me diz que eu também sou guerreira, que tenho a alegria estampada em mim, que só falta eu acreditar no bem que existe na minha alma e ignorar todo o resto. Ela tenta me convencer que ela também tem medos. Eu não percebo as fraquezas dela. Eu só vejo a força e as conquistas dela. Isso parece que acontece para me enlouquecer. E me deixar mais triste.

Sinto uma necessidade imensa de mudar, revirar a minha vida. Superar meus sofrimentos. E isso tudo me dá medo. Faz muito tempo que venho sofrendo. E na verdade, eu acho que já virou filosofia de vida esses sentimentos. Eu acordo e durmo pensando no que estou vivendo. Tenho consciência que preciso apagar esses sentimentos ruins. E muitas vezes eu não sei como. As vezes, ignoro por vergonha. Por medo me calo por dentro. Viver esse sentimento virou parte de quem sou. E mesmo querendo ser feliz, eu continuo alimentando meus sofrimentos. Por que será que a vida é assim? Por que será que a minha vida é assim? Eu quero mudar, eu quero ser feliz!

E essa minha grande amiga me deu um bilhete que foi o motivo da minha reflexão...

O bilhete:

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Michelle Cruz

Em formação na escola da vida, uma artista-arteira, e também, comunicóloga. Fazendo da sua vida uma obra-prima, falando da vida e do mundo que a influencia.
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