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Tudo depende do ângulo

Michelle Cruz

Em formação na escola da vida, uma artista-arteira, e também, comunicóloga. Fazendo da sua vida uma obra-prima, falando da vida e do mundo que a influencia

Cinema Caipira: Quem chegar por último

Nos últimos anos, as produções brasileiras de cinema tem ganhado destaque nos eventos internacionais. E o que tudo indica é que o cinema produzido no interior de São Paulo veio pra fazer história e longa.


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O Cinema Caipira, o cinema do interior do Brasil, vem ganhando espaço no cenário internacional. O curta-metragem Quem chegar por último, do diretor Rogério Borges, produzido pelo Coletivo Kino-Olho foi escolhido entre 300 filmes, de 40 países, para participar do 33º Festival Internacional de Curtas de Hamburg, na Alemanha.

trecho QUEM CHEGAR POR ÚLTIMO from Rogerio Borges on Vimeo.

Qual é o enredo do filme?

Rogério Borges - O filme Quem chegar por último fala sobre o cotidiano de crianças que vivem na periferia de uma cidade do interior de São Paulo. Em meio a corridas de bike e disputas com pipas, o que todos querem é garantir seu espaço e se sentir de alguma forma um "vencedor". O filme aborda temas como trabalho infantil, desigualdade social, problemas familiares, mas também, amizade, coletividade e união.

O que você desejou transmitir com esse filme?

Rogério Borges - A ideia era fazer uma analogia com os desafios da vida, pois nem sempre as disputas são justas e a derrota sempre se apresentará para algum lado, seja em pequenos ou grandes situações. É nesses momentos que a disputa deve ficar de lado e a amizade prevalecer.

19048616_10210903702723412_1560125319_o (1).jpg Diretor Rogério Borges enfrente ao cine Zeise Kinos

Por que o Cinema Caipira tem chamado a atenção nos eventos internacionais?

Rogério Borges - O cenário do filme, as paisagens são precárias e, por vezes, confundem o ambiente urbano com o rural. Acredito que chamou a atenção dos curadores. Eles não estão acostumados a ver a miséria e precariedade que existe do outro lado do Atlântico. Acredito que toca mais por não se tratar de uma "favela movie" (filmes de periferia de ação e violência, como Cidade de Deus). São histórias de pessoas comuns que sensibiliza, toca mais do que mostrar tiroteios e guerras do narcotráfico, por serem mais verdadeiras. Afinal, quem vive ou frequenta as periferias sabe que o crime é uma porcentagem muito baixa em relação aos moradores. A maioria dos moradores são pessoas trabalhadoras, que ralam pra conseguir o que precisam, e ainda sim, conseguem tempo pra sonhar e se divertir.

Para ficar por dentro das produções e eventos Facebook - Kino-Olho.


Michelle Cruz

Em formação na escola da vida, uma artista-arteira, e também, comunicóloga. Fazendo da sua vida uma obra-prima, falando da vida e do mundo que a influencia.
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