inconvencional

Tudo depende do ângulo

Michelle Cruz

Em formação na escola da vida, uma artista-arteira, e também, comunicóloga. Fazendo da sua vida uma obra-prima, falando da vida e do mundo que a influencia

O pré-conceito e suas consequências

Quem não compartilha nenhum pré-conceito que atire a primeira pedra! Quem diz não ter pré-conceito pode se considerar hipócrita. Quem tem domínio sobre todas as situações do mundo para saber o que é certo ou errado? Ninguém terreno tem essa resposta ou tem?


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Por mais que seja difícil aceitar, todo ser humano tem algum pré-conceito, uma ideia sobre algo ou alguém sem real conhecimento. Opinar por um tema sem embasamento, sem conhecimento, pode gerar preconceito, o ato de condenar algo ou alguém sem um motivo real. 

Ter um pré-conceito sobre algo ou alguém é muito natural, mas, ter preconceito sobre algo ou alguém é injusto e pode até ser criminoso. 

Ter opinião sobre questões sociais é algo muito positivo e produtivo na busca de soluções. É uma maneira de dialogar, quando há abertura entre as partes que pretendem debater e buscar soluções sobre algum tema. O ruim é tornar uma opinião isolada e sem reflexão em um padrão de certo e errado.

É errado quando uma mulher se olha no espelho e se baseia no padrão das modelos de passarela para definir o que é beleza, ela está criando um preconceito consigo mesma. No mundo da moda, as modelos seguem o padrão longilíneo, se dedicam a seguir dietas radicais, a fazer exercícios físicos e as massagens modeladoras para manterem o padrão exigido. Para manter uma beleza que nenhum corpo naturalmente tem, nem elas tem o corpo magro naturalmente.

O pré-conceito é uma maneira que pode levar as pessoas a entenderem o que realmente move uma ideologia, uma filosofia. Mas, quando o pré-conceito se torna preconceito, isso leva a destruição do indivíduo e/ ou de um grupo.

A mulher que se olha no espelho e não consegue perceber sua beleza, o seu valor, ela está rodeada de pré-conceitos. Que fortalecem o preconceito com ela mesma e com as outras pessoas a sua volta. Assim nascem os ditadores da beleza, pessoas que deveriam estar engajadas em quebrar padrões, só que não, estão fortalecendo a ideia de que beleza física é mais importante do que o bom caráter e a beleza interior.  

A beleza interior é o empoderamento. É quando a mulher entende que as suas ações, as escolhas e os objetivos de vida definem a sua felicidade e não apenas um banho de loja ou uma ida ao salão de beleza.

O preconceito nasce no individuo, em não aceitar a si mesmo e, consequentemente, em  não aceitar o outro. Lidar com o diferente, aceitar o diferente, respeitar o diferente é uma maneira de auto-aceitação, de manter as relações sociais mais saudáveis.

Sempre que as pessoas passarem mais tempo imaginando o que as outras são, criando esteriótipos e evitando a convivência, elas estarão mais próximas de se tornarem preconceituosas.

As pessoas são as ações que elas imprimem no mundo e não apenas o que elas representam. Olhar para o espelho todas as manhãs, buscando encontrar a beleza interior é como querer mudar a maneira de pensar batendo a cabeça na parede, só vai machucar.

Vale a pena lembrar as palavras do alemão Johann Goethe "Quem tem bastante no seu interior, pouco precisa de fora". A beleza física é apenas um complemento, cuidado com o que o seu pré-conceito tem feito de você e, consequentemente, com os outros.

Um mundo melhor começa quando cada um decide cuidar do seu "eu interior".


Michelle Cruz

Em formação na escola da vida, uma artista-arteira, e também, comunicóloga. Fazendo da sua vida uma obra-prima, falando da vida e do mundo que a influencia.
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