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Tudo depende do ângulo

Michelle Cruz

Em formação na escola da vida, uma artista-arteira, e também, comunicóloga. Fazendo da sua vida uma obra-prima, falando da vida e do mundo que a influencia

O que os brasileiros tem em comum?

Com tanta diversidade étnica pode parecer que os brasileiros não tenham nada em comum. É preciso olhar além da cor da pele e das ideologias, olhar a realidade e cruzar as dores em comum. Entre privilegiados e "escravizados", estão todos subjugados por não aceitarem a própria realidade: o Brasil é a nação dos sem direitos!


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O Brasil é o país da miscigenação e com tanta diversidade de pessoas parece impossível ter alguma questão que seja comum a todos os brasileiros. Claro que a questão não é de etnia. É de direitos e deveres por terem nascido no mesmo país. As leis e normas não funcionam da mesma maneira para todos, mas, as cobranças são para todos. O que afeta a sociedade de forma geral. Se todos percebessem isso, com certeza, procurariam se unir para resolver a questão da desigualdade no país.

O parâmetro para essa afirmação é a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Que estabelece que todo brasileiro, seja homem ou mulher, tem os mesmos direitos. Devem ter acesso à Educação, Saúde, Segurança, as necessidades básicas para uma vida digna.

Sem direitos básicos fica impossível uma pessoa ter condições de se desenvolver pessoal ou profissionalmente. Consequentemente, não existirá uma sociedade equilibrada e saudável. Ter uma vida melhor não é uma questão apenas de esforço, de buscar oportunidades, é preciso ter um ambiente justo e democrático. Onde todos tenham voz com o mesmo peso.

Vale lembrar nesse momento, o estudo do Abraham Maslow sobre, a Pirâmide de Maslow (pirâmide das hierarquias de necessidades) que ordena como um ser humano consegue alcançar sua realização pessoal. Iniciando com a satisfação das suas necessidades básicas.

Uma pena que esse estudo é mais utilizado como uma estratégia de Marketing para motivar o consumo, do que como uma estratégia para alavancar o desenvolvimento pessoal.

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O grande problema no Brasil sempre foi o desgoverno, os políticos que se elegem com promessas de campanha que tem objetivos bem incoerentes com relação à necessidade da maioria.

Quando decidiram por colocar na Constituição da República que todo cidadão teria direitos básicos, como alimentação, transporte, educação e moradia, isso deveria ser um critério inviabilizador de abertura de empresas nesses ramos. Pois o Estado deveria suprir essas necessidades. Como isso não acontece, porque o Capitalismo é tido como algo necessário e positivo, muitas empresas criaram/criam negócios para suprir essas necessidades. O que faz de TODOS OS CIDADÃOS "escravos" do consumo de produtos e serviços que deveriam ser oferecidos pelo Estado em ótimas condições. Isso não quer dizer que os produtos seriam de graça, mas com condições de preços seriam justos e de qualidade.

Diante do cenário brasileiro de desigualdade, quando uma pessoa tem qualidade de vida e consegue ganhar dinheiro para prover suas necessidades ela é tida como privilegiada. Mas, na verdade, não é totalmente privilégio, pois ela está lutando pra conquistar o que ela deveria ter sem extremo sacrifício. É esse o ponto em que o brasileiro precisa se unir, pra não continuar criando uma divisão tortuosa que não beneficia nenhum lado e só piora as relações.

Privilegiados são os que ganham dinheiro a ponto de viver só de renda e não precisam se preocupar com as contas no final do mês.

As pessoas (os que dependem de CLT) que acreditam ser privilegiadas por terem condições de pagar por bons colégios e terem condições melhores que as pessoas menos favorecidas, na verdade, tem uma visão distorcida da vida, pois são escravos do consumismo. Essas pessoas apenas tem uma sensação de poder que é limitado. São as pessoas que trabalham para manter status social. Enquanto, políticos e empresas corruptas se mantém parceiras para que a sociedade se mantenha em caos.

Muitos negócios no futuro irão fechar, não apenas por ficarem ultrapassados, mas sim, porque os cidadãos estão ficando mais informados e preparados para avaliar quais empresas realmente são úteis, que contribuem para o desenvolvimento da população.

Pensar em Negócios Sociais, Colaborativos e Parcerias não é apenas uma tendência de mercado, é justiça social, é reorganização global, é a ordem pro futuro.


Michelle Cruz

Em formação na escola da vida, uma artista-arteira, e também, comunicóloga. Fazendo da sua vida uma obra-prima, falando da vida e do mundo que a influencia.
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