infinito particular...

Bem vindo ao que eu sou.

Michelle Oliveratto

Mineira, estudante de música e observadora incansável do mundo. Para mim escrever é preciso, navegar nem tanto. Sigo tentando acalmar toda folha em branco que se aflige com esse silêncio pautado

Quero te contar por onde andei

O chão que eu piso: Projeto fotográfico coletivo e colaborativo que mostra a beleza e a importância de olhar para o chão.


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A vida tem me lembrado a todo o momento sobre a importância do chão. Essa superfície plana que sustenta nosso corpo, que se acomoda sob nossos pés.

A vida tem me mostrado que devemos ter os pés bem firmes no chão. E desde criança ouço a voz materna que profetiza sempre que vê o mínimo sinal de desequilíbrio: Calma que do chão você não passa. E é verdade. O chão nos dá essa certeza de limite e estabilidade que na pior das hipóteses, o único mal irremediável é o encontro brusco do corpo com ele.

É assim nas quedas, com as desilusões, desamores, frustações... Sempre tem um chão que nos ampara. Sempre tem um chão para nos lembrar de que é dali que tudo parte. Ali que se dá todo fim, mas, sobretudo, todo começo.

Quem é tímido anda fitando o chão. Todo “chão” fita o céu. Todo chão acolhe os passos e por isso sabe detalhes de todos os caminhos.

E foi nessa caminhada de chão em chão que encontrei o projeto fotográfico coletivo e colaborativo “O chão que eu piso”.

Tudo começou quando a Jornalista Paola Carvalho, apaixonada por detalhes arquitetônicos, começou a fotografar pisos de prédios que visitava em Belo Horizonte e por onde viajava. Ao notar essa predileção, amigos embarcaram nessa ideia e passaram contribuir enviando fotos dos pavimentos que achavam interessantes. Logo em seguida surgiu a parceria com a Jornalista e Designer Raíssa Pena e a criação do perfil do Facebook e Instagram. A partir dai, pessoas do mundo inteiro aderiram ao projeto que é praticamente um convite para diminuir os passos, olhar para o chão e compartilhar com o mundo verdadeiras obras de arte.

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2.jpg Museu Histórico e Pedagógico Dom Pedro I e Dona Leopoldina em Pindamonhangaba, São Paulo.

3.jpg Igreja de Kaiser Wilhelm Gedachtniskirche, do século 19, foi um dos poucos monumentos que sobreviveram à Segunda Guerra em Berlim.

4.jpg Mosaico “fantastique” em Paris

5.jpg Museu de Artes e Ofícios, na Praça da Estação em Belo Horizonte

6.jpg Antiga Estação de Trem de Urussanga em Santa Catarina

7.jpg Gili, ilha que faz parte do maior arquipélago do mundo, compreendido pela Indonésia.

8.jpg Numa das praças mais bonitas de São João del Rei está a Igreja de São Francisco de Assis.

9.jpg Piso da lojinha de um senhorzinho artesão em couro. Ele fica na Rua João Pessoa em Campina Grande, Paraíba.

10.png Essa lajota, conhecida como "flor de Barcelona", enfeita desde 1916 várias calçadas da capital catalã.

11.jpg Na Bendita Benedita em São Paulo.

12.jpg Em Casco Viejo, no Panamá.

13.jpg Strawberry Fields, no Central Park

Outros "passos" podem ser vistos no Facebook, Instagram e através do site do projeto.


Michelle Oliveratto

Mineira, estudante de música e observadora incansável do mundo. Para mim escrever é preciso, navegar nem tanto. Sigo tentando acalmar toda folha em branco que se aflige com esse silêncio pautado.
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