infinito saber

Em busca do conhecimento do ser nas trilhas da vida...

Daniela Castro

Interessada no conhecimento do ser, repleto de detalhes e suaves toques que nos cercam por aí..

A arte de Amélie Poulain

Um filme que envolve amor, sentimentos e simplicidade. Após a tampa do perfume de Amélie cair e bater no tijolinho de uma parede, ela descobre que havia um buraco e ali estava uma caixa em que o antigo morador havia colocado há anos, quando criança. Assim começa a busca da personagem. E você, se encontrasse uma caixinha assim, mudaria algo na sua vida?


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Com cores fortes e uma trilha sonora linda, este filme conta a história de Amélie Poulain. Uma personagem sensível que perdeu a mãe aos seis anos e seu pai, médico, aproximava-se dela apenas no exame mensal. “O mundo exterior parece tão morto que Amélie prefere sonhar a vida à espera da idade de se ir embora.”

Ela se muda de casa e torna-se garçonete de uma cafeteria. Um dia, deixa cair no banheiro, a tampa de seu perfume e ao bater no tijolinho da parede, ela acha uma caixinha. Assim começa a busca da personagem.

Feliz com a descoberta desse esconderijo, Amélie decide ir à procura do antigo dono. Após longa procura, descobre seu nome e endereço e vai ao seu encontro. Para que receba sua caixinha, ela toca o telefone de uma cabine em que ele está próximo e ao ir atendê-lo, depara-se com a caixinha. Emocionado, olha a sua volta e não acha quem a deixou ali, e ao abri-la revê toda sua infância. A partir daí, ela muda a forma como via o mundo ao seu redor.

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E você, se encontrasse uma caixinha assim, mudaria algo na sua vida? E se a caixinha fosse sua, o que guardaria nela? Dominique guardou uma foto e pequenos brinquedos...

Nessa sua busca, conhece Nino. Um homem que possuía um enigma no seu álbum de fotografia onde colocava fotos 3x4, que achava de pessoas desconhecidas. Nesse cenário começa seu amor.

Os encontros dela com o "homem de vidro" são incríveis. Este homem era seu vizinho e ela o observava pela janela da cozinha, até que um dia, após ouvir que ela procurava pelo antigo morador, ele a chama à sua casa. Ele pintava quadros de Renoir e ao explicá-los a Amélie, cria reflexões que se conectam com a vida dela. Ele diz que o único personagem de seus quadros que não consegue entender é uma moça com um copo de água. Diz que ela está no centro do quadro, mas parece estar de fora. Dias depois, sobre essa moça, ele diz:

- “ela prefere imaginar uma relação com um ausente do que criar laços com os que estão presentes.”

E Amélie diz:

- “talvez faça de tudo para emendar a desordem da vida dos outros.”

- “mas e as desordens da vida dela, quem arruma essa?” – ele diz.

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Com ficção e realidade, de forma suave e profunda, esse filme mostra a procura, o encontro e os detalhes de cada momento.

Esta é uma das trilhas sonoras do filme, talvez também seja a da caixinha de Amélie... E a sua caixinha, também teria trilha sonora?

Amélie: “Sensível ao encanto discreto dos pequenos nadas da vida"


Daniela Castro

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