infinito saber

Em busca do conhecimento do ser nas trilhas da vida...

Daniela Castro

Interessada no conhecimento do ser, repleto de detalhes e suaves toques que nos cercam por aí..

A senhora da van

Baseado em uma história real, é um filme emocionante e realista. A senhora Shepherd vive numa van e a estaciona em ruas diferentes, de tempos em tempos. Ao conhecer o vizinho Alan Bennett, muda-se para a entrada de sua garagem, e o que era para ser por três meses, acabou vivendo ali por quinze anos.


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O que levou esta personagem a viver numa van?

No início do filme, ela dirigia um carro numa estrada quando, de repente, pensa que atropelou um jovem. Carrega essa culpa por toda sua vida, rezando, indo ao confessionário e recebendo ameaças do policial que a tinha visto no dia em que fugiu do atropelamento.

No decorrer do filme, seu passado vai sendo relevado. Quando jovem, havia sido freira e musicista, apaixonada por piano, tocava sempre na sala do convento, mas após receber ordens, parou. Tal fato a tocava profundamente.

É um filme emocionante e realista. Bennet, escritor, conversa com ele próprio em diversas partes do filme, mostrando o universo de sua solidão ali onde vivia. É o único vizinho que a trata bem e a cada cena, sua atenção e dedicação a ela se torna maior.

Um dia, ao andar pelo bairro, ela entra numa casa em que oferecia alimentos para idosos e se depara com uma música. A mesma que tocava quando jovem no convento. Ficaria ali? No início, pensou em sair, mas atenta e emocionada, resolveu sentar e escutar.

De meses em meses, a assistente social a visitava para saber se precisava de algo. Sempre um pouco ríspida, respondia e a mandava fechar a porta de sua van, dizendo que estava ocupada. No entanto, com o passar dos anos, passou a conversar com Bennet e esses o levaram para uma clínica para ser cuidada por alguns dias. Lá, após tomar um banho por anos, andando por uma sala encontra com um piano. Preto e grande. Ali ela senta, e suavemente toca nas teclas, surgindo a antiga melodia.

Comovente, ela passa toda sua vida, acreditando que matou o jovem, que hoje já estaria com 50 anos e deixa o piano por uma razão que fortemente acredita. E com um aperto de mão à Bennet, tudo termina de uma forma sutil e profunda.

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Daniela Castro

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