infinito saber

Em busca do conhecimento do ser nas trilhas da vida...

Daniela Castro

Interessada no conhecimento do ser, repleto de detalhes e suaves toques que nos cercam por aí..

Quando o engano muda a vida

O que você guarda no seu cemitério de esperanças e coisas românticas? Uma série que se passa no século XIX e trata de relacionamento, educação, igualdade de gênero e discriminação. Será que existe ainda alguma semelhança com os dias atuais?


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A série "Anne with an E" trata de relacionamento, educação, igualdade de gênero e discriminação. Apesar de se passar no Canadá no século XIX, diversos traços são percebidos nos dias atuais.

Delicada, falante e interessante. Anne, perdeu os pais quando era bebê e após passar pela casa de diversas famílias e viver no orfanato, passa a morar em Green Gables.

Marilla e Matthew Cuthbert, irmãos e mais velhos procuravam um menino para adoção, já que queriam um ajudante para as tarefas do sítio. No entanto, eles têm a surpresa de estar ali no banco da estação de trem, uma menina magra, ruiva e observadora.

Questionando o porquê de não ser um menino, Matthew a leva para casa, que alegra o caminho com seu brilho e sua imaginação. Porém, ao chegar em casa, Marilla não concorda com a ideia e, no dia seguinte, decide ir ao orfanato para esclarecer a situação. Lá observa o comportamento da mulher que supostamente adotaria Anne e decide voltar com ela para sua casa e fazer um teste para ver como ela se comportaria por uma semana.

Um broche some. Marilla acusa Anne de ladra e a expulsa dali. Pouco depois, encontra o valioso broche na poltrona. Por quê teria acusado Anne? Triste e culpada, Matthew vai à sua procura e dias depois, Anne passa a morar com eles definitivamente. Adota o sobrenome da família e uma cerimônia simples de assinatura do nome no livro oficial, é transformada em algo mágico por viver aquele momento.

Ao entrar para a escola, sente-se atrasada, por não ter estudando antes em nenhum lugar. Os colegas não entendem o vocabulário dela e sua beleza, por não ser como todos, e após ter determinado comportamento, o professor a coloca na frente da sala ridicularizando-a. Isto retrata a realidade do século XIX, mas será que hoje as escolas e os professores são e estão preparados para lidar com todos os alunos nas suas múltiplas facetas?

Anne, a partir daí, decide não voltar mais à escola e sua mãe, antes convidada para o encontro das mulheres para debater sobre a educação das filhas em prol do feminismo é afastada por uma mãe, pelo mau comportamento de sua filha. Mas por que Anne teria aquele comportamento? Ela não entende algumas formas de ser das outras pessoas e, por isso, recebe essas atitudes.

Com dificuldade para educá-la, seus pais chamam um pastor para conversar com ela e ele sugere que ela não volte para a escola, pois o papel da mulher é cuidar da casa e ser uma esposa. Tal ponto de vista deixa todos pensativos.

De um cenário e de uma fotografia incrível, Anne cria um nome para o lago, para o cavalo e para a flor. Nesse universo de fantasia, ela dá um sentido a tudo que a cerca reinventando a sua própria vida e das pessoas que com ela convivem.

“Oras, porque soa tão bonito e romântico, como se eu fosse a heroína de um livro, sabe? Eu gosto tanto de coisas românticas e um cemitério cheio de esperanças enterradas é o máximo de coisa romântica que se pode imaginar, não é? Eu estou até feliz de possuir um”. Anne

O que você guarda no seu cemitério de esperanças e coisas românticas?


Daniela Castro

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