infinito saber

Em busca do conhecimento do ser nas trilhas da vida...

Daniela Castro

Interessada no conhecimento do ser, repleto de detalhes e suaves toques que nos cercam por aí..

Era uma vez, um ninho de passarinhos


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Era uma vez, um ninho de passarinhos... Entre tanta violência, dificuldades e problemas surge essa notícia no site Razões para acreditar: "Moradores improvisam proteção para ninho em dias de chuva em SP". Um gesto simples e profundo! O que você faria para cuidar de outro ser? No caso, o pequeno pássaro construiu ali sua morada e esse Ser humano colocou um guarda-chuva sobre o ninho. Esse foi o meio que ele achou de proteger um ser tão sensível e indefeso. E você, o que faria?

As ruas carregam seus significados. Presentes em todos os lugares do espaço, de diferentes formas, cores e tamanhos abrigam as árvores. De raízes fortes, fracas, troncos pequenos ou majestosos, com muitos ou poucos galhos, flores e/ou frutos, as árvores acolheram aquele ninho, sem distinção, sem discriminação, com vento, com sol, com chuva.

Há ninhos construídos com barro, fios, gravetos ou musgos. Essa construção depende da espécie, e mesmo aqueles que aproveitam os ninhos abandonados, todos os pássaros têm o mesmo objetivo: postura dos ovos, incubação e proteger os seus filhotes. Assim como essa pessoa teve a sensibilidade de colocar o guarda-chuva em cima do ninho, os filhotes que ali estavam ou um dia nascerão, e serão cuidados ali, naquela tecitura. Trabalho leve e sutil.

"Pássaros da mesma plumagem andam juntos", uma frase marcante que ouvi há alguns anos. Os pássaros andam juntos por sintonia, assim como nós, seres humanos. Buscamos nos relacionar com amigos, pessoas que tenham as mesmas afinidades e valores que possam ser apreendidos e compartilhados. Esse ninho terá mais cuidado e amor diante dessa atitude e consequentemente, a árvore também o receberá que passará para suas raízes, e para a terra e para a cidade... para a mãe terra.

Jean Paul Sartre disse que: “Nós somos a soma de nossas ações”. Que possamos observar os diversos ninhos que existem no nosso caminho. Alguns são menores; outros, podem estar em grupos, escolas, hospitais, praças, rios... Às vezes são leves e sutis como os dois pássaros que sincronizam seus cantos e cooperam uns com os outros. Outras vezes, pode ser torto, insuficiente, sozinho e desafinado, mas que possamos criar condições de criar e refazer o nosso ninho, e se depararmos com algum, que façamos uma melodia juntos e continuemos andando por aí...


Daniela Castro

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