inquietações e reflexões

Pela inquietude de todos os dias

Mônica Karawejczyk

Historiadora, irrequieta, curiosa e em busca do cálice sagrado da alegria e do bem viver

Pela inquietude e incerteza - o seriado Glee e a fragilidade do existir

Glee, mais do que um seriado musical, me fez refletir sobre a inquietude e as incertezas da vida e das nossas escolhas.


Depois de muito relutar, e relutei muito, finalmente me rendi ao tal do Netflix. Estou na vibe de (re)ver séries e filmes que me encantaram em algum momento dessa minha nem tão longa vida.

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E sim, confesso que como qualquer fã ensandecida, estou vendo uma maratona de seriados.

Um dos seriados pasteurizados que mais me abalaram/emocionaram/surpreenderam até o momento tem sido o Glee (EUA).

Apesar de ter acompanhado parte das temporadas pela televisão pelos mais diversos motivos acabei não acompanhando toda a saga do seriado (que se estendeu por seis temporadas, sendo que a última é de 2015 e não está disponível no Netflix).

Glee-To-Add-Gay-Football-Player-Twin-Cheerleaders-More-To-Season-6.png Elenco da primeira temporada

Interessante como acompanhar a trama dessa forma tão direta, assistindo os episódios das temporadas, um a um, na hora em que eu quiser e da forma que eu quiser, impacta de uma maneira diferente de acompanhar a trama semanalmente nos horários mais loucos disponibilizados pelo mais louco programador de horários das televísões pagas no Brasil.

A série me pegou mesmo ao retratar o cotidiano escolar de um bando de jovens estadunidenses cursando, no que seria o nosso equivalente ensino médio. Os produtores/idealizadores da série de uma forma muito peculiar e curiosa centraram a trama num bando de garotos e garotas que podemos definir como os mais normais possíveis, expondo suas angústias, fracassos, desejos, incertezas, mágoas regadas a muita música. E bota música nisso, como o elenco canta e canta e canta.

O foco é em um grupo (que varia ao longo das temporadas) de jovens que estão naquela fase da descoberta, da sexualidade, da escolha profissional, das experiencias e fracassos. E como se tem fracassos nessa fase da vida. Como sonhos vem e vão. Como nos angustiamos com tudo e não nos importamos com quase nada além do que nos exaspera e desejamos.

O seriado também expôs a fragilidade do ser, do adolescente, do adulto em formação, da sexualidade em construção, das experiências. Um dos grandes trunfos da série é desnudar para todos que os fracassos acontecem, que são mais frequentes que os sucesssos, que as vezes não importa o quanto se lute, se irrite, se vocifere, perdemos. Mas também mostra que a amizade, o amor, a confiança, são lastros importantes que nos ajudam a ficar de pé nas adversidades. All.jpg

Para quem ainda não viu, Glee é uma boa pedida, tem música boa, uma história envolvente e faz refletir. Recomendo.


Mônica Karawejczyk

Historiadora, irrequieta, curiosa e em busca do cálice sagrado da alegria e do bem viver.
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