inteligência evolutiva

Do óbvio ao inacreditável

Alexandre Pereira

Escritor, acadêmico de Comunicação Social, Educador Físico, Youtuber, Blogueiro e Pesquisador da Consciência. Penso que a Ciência é o caminho menos pior que irá nos levar as estrelas ao invés da destruição. Também vejo que o autoconhecimento é o caminho que nos levará a iluminação ao invés da autodestruição. Mais matérias e informações em: www.dimensaomental.com.br

Um olhar sobre a obra Meu irmão, meu herói

Um livro que fala de guerra, amor e sobrevivência (não necessariamente nessa ordem).


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O contexto da obra “Meu irmão, meu herói”, escrito pelo autor Edson Kazienko, se passa na época da Segunda Guerra Mundial na Polônia. Como se não bastasse uma época de confrontos, a história narra a vivência de duas crianças, dois irmãos, em busca de segurança longe desse ambiente doentio. Assim ficamos conhecendo alguns momentos da vida dos personagens Estefano e Alexandre.

A princípio, parece uma narrativa de sobrevivência de duas pessoas tão jovens que ainda estão descobrindo na marra os horrores e a barbárie realizada pelos nazistas. Entretanto, o leitor mais atento vai perceber que na verdade o livro fala sobre o amor. Sim, o amor que temos por nossos familiares e pelas pessoas que protegemos. As crianças, ao seu modo e de forma simples, são a tradução desse amor.

Durante sua jornada ocorrem episódios engraçados e bem costurados com situações mais tensas. Existe um momento, por exemplo, que conta à caça de um rato que quase termina em tragédia e noutras situações eventos que parecem encaminhar para uma solução e acabam gerando mais problemas. Um destaque da obra é a exemplificação de extremos opostos do temperamento humano indo da mais alta perversidade até seres que parecem anjos encarnados.

Nesse contexto de aflição o pouco acaba tornando-se tudo em questões infantis, como bem representado por um objeto que era uma lembrança viva de seus pais. Mesmo na mais alta dificuldade eles fizeram de tudo para não se desvencilhar desse objeto e suas lembranças. Ou seja, facilmente se cria uma rápida e forte empatia com os protagonistas e naturalmente uma torcida para que triunfem em meio ao caos.

O livro contém uma riqueza de detalhes que pode ser visto quase como um registro histórico ou como uma memória de vida passada. Há personagens e elementos tão fortes e ricos que parecem se materializar durante a leitura e trazem sensações tanto agradáveis quanto fétidas ao mostrar os anos que estão entre os mais obscuros da humanidade.

A leitura é recomendada mesmo para quem não tem muita afeição pelas grandes guerras ou para questões bélicas. Aliás, esse tema sempre foi de grande interesse do autor que se diz atraído por essa fase histórica e, em entrevista recente, destacou as inúmeras coincidências ocorridas durante o processo de escrita.

Um ponto relevante é que Edson Kazienko, que atualmente reside em Foz do Iguaçu, é professor de Educação Física e trabalha com crianças! Isso é mais uma mostra de suas afinidades expostas no livro. Não é a toa que a mistura da inocência com a necessidade de sobrevivência traz inúmeros aprendizados e cicatrizes profundas. Ao longo da trama os irmãos percebem que tudo é possível e válido em nome do amor e que a coragem pode guiar e transcender quando a única alternativa é correr atrás de seus sonhos. Essa lição boa parte do mundo ainda não aprendeu.

“Quem tem coragem não espera, corre atrás, seja o que for, seja como for”.


Alexandre Pereira

Escritor, acadêmico de Comunicação Social, Educador Físico, Youtuber, Blogueiro e Pesquisador da Consciência. Penso que a Ciência é o caminho menos pior que irá nos levar as estrelas ao invés da destruição. Também vejo que o autoconhecimento é o caminho que nos levará a iluminação ao invés da autodestruição. Mais matérias e informações em: www.dimensaomental.com.br.
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