introspecção exposta

Cultura, Filosofia, Ciência e Loucura.

Bruno Braz

Simples. Inspiração. Escrita. Discernimento. Entrelinhas. Ilusão. Crítica. Loucura. Perspectiva. Singularidade. Interação. Amor. Infinito. Pensamento. Escolha. Ser. Ponte. Vida. Transformação. Profundidade. Introspecção. Exposta

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    Gratidão ou egoísmo disfarçado?

    O problema não é o egoísmo, mas nossa atual concepção do Eu e suas fronteiras imaginárias. Em outras palavras, nosso egoísmo não é eficaz porque confundimos o beneficiário — não se trata do "eu", mas do "nós" e do "todo".

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    A privatização das ideias

    Quantos de nós usam torrents, PopcornTime, MegaFilmesHD, links no PirateBay e afins sem o menor remorso? De acordo com a definição legal, somos todos ladrões. Porém, de acordo com nosso instinto moral, talvez o "roubar" não esteja exclusivamente condicionado a uma falha ética, mas ao próprio conceito de propriedade intelectual.

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    Menos reza, mais amor

    A bela mensagem "ame ao próximo como a si mesmo" ainda hoje é má interpretada. O modo como a maioria dos ensinamentos foram traduzidos — entre mandamentos e proibições — coincide com os mesmos interesses institucionais de forças políticas que, desde a Antiguidade, se agregam aos movimentos religiosos.

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    Aos que cansaram da eterna busca pela estabilidade financeira

    Imersos na lógica do dinheiro, sonhamos com nossa "independência econômica". Mas já parou pra pensar no que isso significa? Quem vive como se "tudo tivesse um preço", vive num mundo sem compromissos e, assim, não deve nada a ninguém. Por que temos tanta ânsia em controlar as coisas e tanto medo em criar vínculos com os outros?

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    Dualismo: o verdadeiro Pecado Original

    O resultado dessa lógica dualista — em que o outro só importa à medida que afeta o Eu — tem o mesmo efeito de um câncer, algo que corrói as bases de qualquer sistema moral, ético e responsável, fazendo-os sucumbir rapidamente após uma sequência de pragmáticos "quem se importa?" Por que eu deveria me importar, como indivíduo dualista, em fazer qualquer coisa por alguém?

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    A maldade inerente ao homem

    O que o Darwinismo, a noção de Pecado Original e a ideia de progresso têm em comum? Ciência, religião e economia concordam em uma coisa: a natureza do Homem é má. Numa época de intolerância, individualismo e falta de diálogo, questionar esta versão distorcida e profundamente enraizada da natureza humana é um ato de sanidade.

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    7 motivos para fazer psicoterapia

    Falar sobre os próprios conflitos significa utilizá-los como matéria-prima para a construção de uma relação mais harmoniosa consigo mesmo e com os outros; significa reconhecer nosso "lado negro" e nos tornarmos íntimos de nós mesmos; significa aceitar a si mesmo por inteiro e, assim, deixar de viver no "piloto automático".

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    A inocência dos que culpam as estrelas, o dinheiro e a ganância

    O dinheiro não é a causa de todo o mal, apenas um instrumento catalisador. Ao enxergar o mundo, e tudo o que há nele, como objeto, criando um mundo de "outros", também passamos a nos enxergar como objetos em relação ao mundo. O Eu se torna um ego isolado e solitário, conectado ao mundo de forma pragmática e superficial, com medo da morte e, portanto, limitado para o viver.

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    Sobre aceitar as pessoas como elas são

    Por que é tão difícil aceitar as pessoas como elas são? Qual a diferença entre responder e reagir? Longe do controle e da frustração, um dos caminhos da liberdade requer apenas uma mudança de percepção e atitude.

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    A arte do diálogo

    Hoje, nos limitamos a "falar" uns com os outros. Logo que um termina de falar, outro continua, numa incessante troca de informações — ninguém ouve de verdade. A individualidade e o ego querem se afirmar a cada contribuição, consumindo o espaço que deveria ser usado para semear novas verdades e, quem sabe, ver nascer um contexto comum. Foi sempre assim? Que diferença faz? Tem como mudar?

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    "Carpe diem" e trabalho se misturam?

    Carpe diem, tédio e trabalho: extremos da atividade humana — será? O que nos faz considerar o trabalho árduo, e às vezes mecânico, como "normal"? Por que ainda resistimos à ideia de relacionar diversão e produtividade? A teoria da ansiedade e a negação da abundância pré-histórica nos mostram uma outra perspectiva...

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    Maconha: a porta de entrada para o quê?

    O abuso de substâncias está mais relacionado ao nosso modo de vida do que às tais substâncias. Que tal refletir sobre as origens da Guerra Contra as Drogas e seus efeitos na sociedade?

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    Deixa o menino brincar, deixa a criança sonhar

    O ritmo acelerado da vida moderna, somado ao clima de competição em busca de melhores oportunidades, nos condicionou a uma vida de prazeres furtivos e apressados. Relegamos nossa diversão ao pouco de "tempo livre" que nos resta e, infelizmente, passamos a fazer o mesmo com nossos filhos. Os pais são bem intencionados, é claro, mas isto não anula a tragédia da realidade atual: crianças ocupadas demais para brincar.

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    Sobre a nossa curiosa relação com a fotografia

    A relação com a fotografia se transformou rapidamente nas últimas décadas, influenciando interações sociais e até mesmo a simples contemplação — como se, agora, precisasse de "ética" e "gramática" próprias. Passamos a registrar e compartilhar uma versão idealizada da própria vida e, por extensão, contribuímos com um tipo de "turismo fotográfico" à medida que consumimos indiretamente a vida alheia.

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    Não, tempo não é dinheiro

    Toda pessoa "ocupada" e "de sucesso" gosta de pregar aos que almejam um futuro melhor: tempo é dinheiro. Por quê? Por que ignorar os ciclos da natureza e dividir o tempo em unidades padrão? Por que vender seus momentos, cada um infinitamente precioso, por um salário? Por que reduzir o tempo, isto é, a própria vida, em "apenas" dinheiro? O tempo não mede nada além de si próprio, mas segue ditando impiedosamente o ritmo da vida moderna. Até quando?