introspecção exposta

Cultura, Filosofia, Ciência e Loucura.

Bruno Braz

Simples. Inspiração. Escrita. Discernimento. Entrelinhas. Ilusão. Crítica. Loucura. Perspectiva. Singularidade. Interação. Amor. Infinito. Pensamento. Escolha. Ser. Ponte. Vida. Transformação. Profundidade. Introspecção. Exposta

A mágica que o dinheiro faz

Você pode não acreditar, mas o dinheiro faz mágica, sim. Por quê? De onde vem tanto poder? Afinal, quando deixamos que nos traga felicidade, ou mande buscar, recebemos o quê?


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O dinheiro é mesmo um negócio mágico, né? Imagine só poder voltar no tempo, encontrar com algum primitivo qualquer e dizer: "Fazemos mágica assim, manipulando alguns símbolos, e a realidade ao nosso redor se altera." A princípio eles não acreditariam, é claro, assim como não acreditamos que suas pinturas na parede influenciam uma boa caçada. Mas aqui estamos nós, lidando com bits e bytes num computador, ou então, com pedaços de plástico e papel marcados com certos símbolos — e o mundo realmente se altera, pra valer.

Através de uma simples manipulação dos tais símbolos, podemos fazer com que alguém faça ou entregue todo o tipo de coisa pra nós. Então imagine o que acontece quando você se torna um mestre do dinheiro, um mestre desses símbolos — um grande mago. Quer saber o quê? Você passa a ter milhares de pessoas ao seu dispor. Pois é, a mágica é realmente poderosa...

Mas por que esses símbolos têm tanto poder? No fundo, é porque fazem parte do modo como interpretamos a realidade; parte do conjunto de acordos, narrativas, mitos e significados que atribuímos aos mesmos. É por isso que, pra alguns, a mágica já não funciona tão bem quanto antes. Uma vez que se descobre o "truque" — ou melhor, os mecanismos e consequências por trás de uma moeda baseada em juros e dívidas — a "mágica" perde seu encanto. A partir daí, passamos a enxergar o dinheiro pelo que realmente é: não mais um fim, apenas um meio.

O que acontece quando a felicidade é baseada numa conta bancária? A consequência é a mesma para qualquer coisa que se baseie em algo quantitativo: nunca teremos o bastante. Ficamos frustrados e nos matamos — às vezes literalmente — pra ter dinheiro e comprar de tudo, quando, na verdade, é preciso pouco (além do básico) pra ser feliz. Só tenho certeza de uma coisa: esse "pouco", mesmo sendo pouco aos olhos de alguns, ainda é infinitamente mais precioso.


Bruno Braz

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