O problema não é o egoísmo, mas nossa atual concepção do Eu e suas fronteiras imaginárias. Em outras palavras, nosso egoísmo não é eficaz porque confundimos o beneficiário — não se trata do "eu", mas do "nós" e do "todo".
]]> Ler o artigo completoQuantos de nós usam torrents, PopcornTime, MegaFilmesHD, links no PirateBay e afins sem o menor remorso? De acordo com a definição legal, somos todos ladrões. Porém, de acordo com nosso instinto moral, talvez o "roubar" não esteja exclusivamente condicionado a uma falha ética, mas ao próprio conceito de propriedade intelectual.
]]> Ler o artigo completoA bela mensagem "ame ao próximo como a si mesmo" ainda hoje é má interpretada. O modo como a maioria dos ensinamentos foram traduzidos — entre mandamentos e proibições — coincide com os mesmos interesses institucionais de forças políticas que, desde a Antiguidade, se agregam aos movimentos religiosos.
]]> Ler o artigo completoImersos na lógica do dinheiro, sonhamos com nossa "independência econômica". Mas já parou pra pensar no que isso significa? Quem vive como se "tudo tivesse um preço", vive num mundo sem compromissos e, assim, não deve nada a ninguém. Por que temos tanta ânsia em controlar as coisas e tanto medo em criar vínculos com os outros?
]]> Ler o artigo completoO resultado dessa lógica dualista — em que o outro só importa à medida que afeta o Eu — tem o mesmo efeito de um câncer, algo que corrói as bases de qualquer sistema moral, ético e responsável, fazendo-os sucumbir rapidamente após uma sequência de pragmáticos "quem se importa?" Por que eu deveria me importar, como indivíduo dualista, em fazer qualquer coisa por alguém?
]]> Ler o artigo completoO que o Darwinismo, a noção de Pecado Original e a ideia de progresso têm em comum? Ciência, religião e economia concordam em uma coisa: a natureza do Homem é má. Numa época de intolerância, individualismo e falta de diálogo, questionar esta versão distorcida e profundamente enraizada da natureza humana é um ato de sanidade.
]]> Ler o artigo completoFalar sobre os próprios conflitos significa utilizá-los como matéria-prima para a construção de uma relação mais harmoniosa consigo mesmo e com os outros; significa reconhecer nosso "lado negro" e nos tornarmos íntimos de nós mesmos; significa aceitar a si mesmo por inteiro e, assim, deixar de viver no "piloto automático".
]]> Ler o artigo completoO dinheiro não é a causa de todo o mal, apenas um instrumento catalisador. Ao enxergar o mundo, e tudo o que há nele, como objeto, criando um mundo de "outros", também passamos a nos enxergar como objetos em relação ao mundo. O Eu se torna um ego isolado e solitário, conectado ao mundo de forma pragmática e superficial, com medo da morte e, portanto, limitado para o viver.
]]> Ler o artigo completoPor que é tão difícil aceitar as pessoas como elas são? Qual a diferença entre responder e reagir? Longe do controle e da frustração, um dos caminhos da liberdade requer apenas uma mudança de percepção e atitude.
]]> Ler o artigo completoHoje, nos limitamos a "falar" uns com os outros. Logo que um termina de falar, outro continua, numa incessante troca de informações — ninguém ouve de verdade. A individualidade e o ego querem se afirmar a cada contribuição, consumindo o espaço que deveria ser usado para semear novas verdades e, quem sabe, ver nascer um contexto comum. Foi sempre assim? Que diferença faz? Tem como mudar?
]]> Ler o artigo completoCarpe diem, tédio e trabalho: extremos da atividade humana — será? O que nos faz considerar o trabalho árduo, e às vezes mecânico, como "normal"? Por que ainda resistimos à ideia de relacionar diversão e produtividade? A teoria da ansiedade e a negação da abundância pré-histórica nos mostram uma outra perspectiva...
]]> Ler o artigo completoO abuso de substâncias está mais relacionado ao nosso modo de vida do que às tais substâncias. Que tal refletir sobre as origens da Guerra Contra as Drogas e seus efeitos na sociedade?
]]> Ler o artigo completoO ritmo acelerado da vida moderna, somado ao clima de competição em busca de melhores oportunidades, nos condicionou a uma vida de prazeres furtivos e apressados. Relegamos nossa diversão ao pouco de "tempo livre" que nos resta e, infelizmente, passamos a fazer o mesmo com nossos filhos. Os pais são bem intencionados, é claro, mas isto não anula a tragédia da realidade atual: crianças ocupadas demais para brincar.
]]> Ler o artigo completoA relação com a fotografia se transformou rapidamente nas últimas décadas, influenciando interações sociais e até mesmo a simples contemplação — como se, agora, precisasse de "ética" e "gramática" próprias. Passamos a registrar e compartilhar uma versão idealizada da própria vida e, por extensão, contribuímos com um tipo de "turismo fotográfico" à medida que consumimos indiretamente a vida alheia.
]]> Ler o artigo completoToda pessoa "ocupada" e "de sucesso" gosta de pregar aos que almejam um futuro melhor: tempo é dinheiro. Por quê? Por que ignorar os ciclos da natureza e dividir o tempo em unidades padrão? Por que vender seus momentos, cada um infinitamente precioso, por um salário? Por que reduzir o tempo, isto é, a própria vida, em "apenas" dinheiro? O tempo não mede nada além de si próprio, mas segue ditando impiedosamente o ritmo da vida moderna. Até quando?
]]> Ler o artigo completoA linguagem, como instrumento de comunicação, está em declínio. Sua ineficácia se manifesta no abuso de expressões exageradas para descrever o que é simples, nas mentirinhas cotidianas do marketing e na atual falta de paciência para ler ou ouvir. O caminho foi longo e me fez refletir por muito tempo, motivado pelo que há de mais belo na linguagem: uma forma de compreender o "outro". Enfim, quer entender como chegamos a esse declínio e conhecer o lado bom da história?
]]> Ler o artigo completoA linguagem é, por si só, um reino humano à parte — uma representação humana da realidade. Mas até que ponto conseguimos reconhecer seu poder destrutivo de generalização e abstração? Como lidamos com seu aspecto criativo? Afinal, é possível separar a dádiva da maldição?
]]> Ler o artigo completoVocê pode não acreditar, mas o dinheiro faz mágica, sim. Por quê? De onde vem tanto poder? Afinal, quando deixamos que nos traga felicidade, ou mande buscar, recebemos o quê?
]]> Ler o artigo completoAs consequências culturais, científicas e econômicas da mentalidade que gera ansiedade nem sempre são fáceis de enxergar — ou aceitar. O fato é que a ansiedade tem crescido em proporções epidêmicas, mas por quê?
]]> Ler o artigo completoSob um olhar subjetivo, pode-se dizer que somente se tivermos algo em nós, poderemos ver esse algo nos outros. Portanto, a combinação de compreensão e amor, consciente e inconsciente, é um dos caminhos para o autoconhecimento e a liberdade.
]]> Ler o artigo completoPodemos explicar o fenômeno do tédio a partir de alguns elementos: ansiedade, culpa, ânsia por controle e entretenimento. Porém, o que sentimos como "tédio" é apenas um sintoma de algo muito maior...
]]> Ler o artigo completoTratamos a morte com apatia, indiferença e aversão, até mesmo quando relacionada ao consumo de carne. Sob um universo impessoal, mecânico e sem alma, encaramos o significado da vida como ilusão. Mas quem já a viu de perto, sabe: basta um contato mais próximo para que a morte nos conte seus segredos.
]]> Ler o artigo completoCertos de nossa superioridade, encaramos o progresso da humanidade como uma "ascensão" que nos levou além das origens animais. Nos diferenciamos de todo o resto através da tecnologia e cultura. Para o bem ou para o mal, essa "separação" nos trouxe até aqui e hoje nos define como humanos. No entanto, parecemos esquecer que essa separação é apenas uma ilusão. Tecnologia e cultura buscam explicitamente aperfeiçoar a natureza, tornando a vida mais fácil, segura e confortável. Mas fizemos, realmente, do mundo um lugar melhor?
]]> Ler o artigo completoTe convido a ouvir aquela "voz interna" que te afoga na inércia e sufoca sua sede por mudanças. A rotina e a cultura nos vencem pelo cansaço, e o que antes eram sonhos, agora é utopia. Se deixamos de enxergar o essencial, o que poderá curar essa miopia existencial?
]]> Ler o artigo completoAté que ponto nossas vidas se tornaram artificiais? Queremos conveniência, mas ignoramos as entrelinhas e suas consequências. A liberdade se resume à escolha entre "marca A" e "marca B". Nos deixamos invadir pela rotina e logo somos iludidos por suas futilidades com um entusiasmo superficial. Até que ponto?
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