janela

A percepção que você tem do mundo é o que você vê da janela.

Samella Velez

Pra sempre não existe

Contrariando os finais felizes dos contos de fadas, para um amor não ter fim é preciso amar sem medidas.


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Aos desatentos (as) apaixonados (as), eu digo e repito: pra sempre não existe!

E aos que insistem em inventá-lo, eu digo: um dia ele há de acabar. Não é pessimismo, é minha verdade.

É minha verdade acreditar que todos os dias, é preciso inventar e reinventar um amor e uma razão para amar algo ou alguém. Porque acreditar em pra sempre e como deixar que o tempo se encarregue desse amor. E o tempo... O tempo às vezes nos faz esquecer a emoção do primeiro beijo, o primeiro toque das mãos e de quantos mistérios é preciso desvendar num olhar.

Faz-nos perder a capacidade de surpreender um amor com palavras ou atitudes. Às vezes o tempo não nos dá tempo de cometer loucuras de amor, feito qualquer bobo apaixonado.

E o tempo e o pra sempre que parece sempre contínuo, um dia há de te enganar. Afinal, quem nunca se pegou arrependido dizendo: ah! Se eu pudesse voltar no tempo...

Esse “amor inventado’’ não cultiva um pra sempre no tempo. Esse mesmo amor precisa ser cativado, mas sem promessas e com surpresas.

Esse amor precisa saber que o pouco tempo dedicado é o que o torna importante e único no mundo. Este amor inventado sempre pede pra saber o quanto é amado, muito embora já pareça uma velha canção para quem o declara.

Um amor não precisa de um Pra Sempre. Como disse o poetinha, ele precisa ser: “infinito enquanto dure".

Samella Velez


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