lambida casual

por Leticia Flores

Letícia Flores Montalvão

Eu experimento a vida para ter o que escrever.

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Letícia Flores Montalvão

“Eu amo o texto. Orgulho-me de tudo o que escrevo, até quando não gosto do resultado. Só eu sei da dedicação que tenho para tecer cada palavra no amontoado e confuso vocabulário da língua portuguesa. Só eu entendo o meu próprio estilo. Sinto-me feliz por cada linha escrita, desde as que levam a um argumento engajado até os títulos de varejão que imploram para o cliente desejar os 10%-de-desconto-só-até-sábado. Amo o texto porque, desde os meus dez anos de vida, ele é a minha terapia. Amo o texto pelo poder que ele me dá tanto de me expor quanto de me esconder. E me escondo. Amo o texto porque ele é vida, mas pode ser morte se assim eu decidir ser. Amo-o, porque, controladora que sou, mandona que sou, arrogante que sou, lidero cada linha, cada parágrafo e cada regência dentro do ritmo da minha orquestra. “Sou eu quem manda aqui”, e assim ele vai. Amo o texto pela sua submissão em dias de fúria e pela sua revolta em dias de paixão. E, por fim (ou nem tanto assim), amo o texto porque, sem ele, eu não poderia desejar, aqui e agora, que você (é, você mesmo que se aventurou a terminar esta leitura) possa também fazer o que ama e viver por aquilo em que acredita. Eu amo o texto, eu acredito no texto, eu faço o texto.
E você, o que faz?” Leticia Flores Montalvão

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