Nelson Teixeira Neto

  • Casa-beleza-livros-e-gato-pintura-diamante-5d-diy-diamante-do-ponto-da-cruz-do-bordado.jpg
    Carta para minha filha Alice

    Recebi, minha filha, uma tocha cujo fogo arde desde Homero. Agora quero que você a receba, iluminando os caminhos que você terá para percorrer. Eis o único presente que tenho para te dar: a vida em sua plenitude, com tudo o que há de dor e de alegria, de amor e de ódio. Usando uma imagem de John Steinbeck: oferto-lhe umas caixinhas onde tudo cabe: o que há de mais leve ao que há de mais pesado; o que há de mais doloroso e o que há de mais descontraído. O que você fará com essas caixas... você precisa inventar um modo de usá-las.

  • pensamento critico.jpeg
    Quem tem medo do pensamento crítico?

    O pensamento crítico incomoda, tira as pessoas da sua zona de conforto. Isso porque a crítica desnuda tudo o que é mediocridade, não tem medo de separar o joio do trigo. Faz o papel do menino que, com seus olhos livres, denuncia a nudez do rei, enquanto as demais pessoas estão lá, anestesiadas, vendo vestes onde não as há e ainda se achando as inteligentes.

  • sorrentino.jpeg
    Roma resiste!

    "A grande beleza" é o filme que melhor traduz nossa época quando diante do passado: uma época de decrepitude. Ou em outras palavras e tomando o título do último livro de Milan Kundera (o qual, aliás, foi publicado no mesmo ano do lançamento do filme de Sorrentino): vivemos uma verdadeira festa da insignificância.

  • Juan-Franscisco-Casas 2.jpg
    Hiper-realismo: performance sobre o objeto

    O hiper-realismo não é um fenômeno novo. Se pensarmos no fato de que imitar a realidade (ou criar ilusões do real) acompanhou as artes desde tempos imemoriais, podemos dizer que tal fenômeno é antigo. Mas o que ele pode significar nos nossos tempos atuais? Tirando o espanto e a admiração que nos causa, o que o hiper-realismo pode dizer sobre nossa época, sobre nossos artistas e sobre a arte em si?

Site Meter