letrismos

Era só pra deixar a música tocando mas quando me dei conta já estava escrevendo

Ana Clara Alves Ribeiro

Advogada, tocantinense, pisciana com ascendente em Gêmeos, apaixonada por música, arte, cultura, entretenimento, humanidades e tudo que envolve criatividade, cores, palavras, ângulos, sonhos, possibilidades, conexões...

A rejeição não existe

Todo desejo é uma realidade acessível ao ser que o deseja; pois se ela não fosse acessível, desejá-la sequer seria possível. Não se pode desejar aquilo que se ignora. Nenhum olho brilha por algo que não consegue enxergar.


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A rejeição não existe.

Ninguém tem a capacidade de desejar o que não pode obter.

Todo desejo é uma realidade acessível ao ser que o deseja; pois se ela não fosse acessível, desejá-la sequer seria possível. Não se pode desejar aquilo que se ignora. Desejar algo pressupõe possuir uma noção interior de que aquilo existe. E se existe, é possível, pois, obviamente, se fosse impossível não se saberia que existe.

E se algo é possível, você jamais poderá ser rejeitado por ele, porque se você possui ínsito em si as condições adequadas para sentir a existência dele, consequentemente você possui as condições adequadas para obtê-lo.

Ser rejeitado é algo que não existe.

O conceito de rejeição é uma ilusão alimentada por aqueles que acreditam que os desejos são coisas circunscritas, com nome, data, local e prazo específicos.

Rejeição tem a ver com compatibilidade – não à toa, na área médica diz-se que o corpo pode “rejeitar” um órgão transplantado; ou seja: ele não o aceita, não permite a sua permanência porque não é compatível com ele.

Desejos e conquistas são da mesma maneira. Ser rejeitado por algo pressupõe ser incompatível com ele – e, eis o fato: essa incompatibilidade é algo que não existe. Caso a conquista desejada não fosse compatível com o ser humano que a deseja, esse ser nem mesmo teria a faculdade de desejá-la, pois suas condições não seriam apropriadas para reconhecer a existência da conquista.

A rejeição só existe na mente daquele que enxerga a conquista desejada como um evento ou objeto definido, em vez de enxergar a essência daquilo que realmente deseja.

Quando um ser humano diz que deseja ser feliz, mas não consegue o emprego ou o bem almejado e então diz que “fracassou”, que “não conseguiu ser feliz”, então esse ser estava circunscrevendo a felicidade como sendo aquele emprego ou aquele bem específicos. Dessa forma, é possível dizer que, naquele momento, houve rejeição, houve fracasso. Porém, se ele possui a consciência de que há outras maneiras de ser feliz, se ele tem a percepção da essência daquilo que desejava (a própria felicidade, e não somente os eventos ou objetos que ele acreditava que o fariam feliz), então ele saberá que não houve rejeição, que não houve fracasso, pois sabe que pode encontrar a felicidade de outra forma.

Ou, ainda: a rejeição existe para aqueles que pensam em lapsos de tempo circunscritos e finitos. Sentir-se rejeitado é sentir que naquele momento você não conseguiu o que queria. Essa é uma mentalidade medíocre, pois está fazendo um juízo de mérito (“fui rejeitado; fracassei; não consegui”) terminativo a respeito de algo que não terminou ainda (o tempo – afinal, após um suposto fracasso há sempre a oportunidade de buscar o sucesso outra vez).

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Tentar e não conseguir, não é fracassar. O fracasso não existe.

Tentar e não conseguir, é equivalente a dar um passo para frente. E dando passos para frente, caminhamos, até chegar àquilo que se deseja.

Não há como ser rejeitado. A força que a princípio impulsionou o ser humano a dar o primeiro passo (dêem a ela o nome que quiserem dar) é a mesma força que faz dele ciente de que possui todas as condições de conquistar algo. E se ele está ciente de que esse “algo” é conquistável, é porque ele é capaz de conquistá-lo. Se não fosse capaz, sequer seria capaz de desejá-lo.

Nenhum olho brilha por algo que não consegue enxergar. Se o olhar não rejeita a luz, é porque a luz é compatível.

A rejeição não existe.


Ana Clara Alves Ribeiro

Advogada, tocantinense, pisciana com ascendente em Gêmeos, apaixonada por música, arte, cultura, entretenimento, humanidades e tudo que envolve criatividade, cores, palavras, ângulos, sonhos, possibilidades, conexões....
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