letrismos

Era só pra deixar a música tocando mas quando me dei conta já estava escrevendo

Ana Clara Alves Ribeiro

Advogada, tocantinense, pisciana com ascendente em Gêmeos, apaixonada por música, arte, cultura, entretenimento, humanidades e tudo que envolve criatividade, cores, palavras, ângulos, sonhos, possibilidades, conexões...

Um 2017 bastante Greenery!

O verde simboliza a essência, aquilo que é natural, aquilo que brota naturalmente de dentro de nós. A cor eleita pelo Instituto Pantone para o ano de 2017 reflete a tendência de a sociedade procurar a calma, renovar a esperança e a fé em novos tempos e novos começos.


PANTONE-Color-of-the-Year-2017-Greenery-15-0343-leaves-2732x2048-1200x900.jpg (Crédito da foto: site do Instituto Pantone)

O Instituto Pantone, especialista em cores, que anualmente lança padrões para as indústrias da decoração, moda, arte e design, elegeu o Greenery como a cor do ano de 2017.

O Greenery (palavra que em português significa “verduras”) é um verde que resulta da mistura de amarelo com verde musgo, lembrando a cor das folhagens.

Segundo o Instituto, a cor evoca os primeiros dias da primavera e simboliza a esperança, a conexão com a natureza, a regeneração e a necessidade de renovar-se e revitalizar-se em meio ao estresse da vida moderna.

Após um ano de tensão em vários setores e em várias partes do mundo, os valores embutidos na escolha dessa cor refletem a tendência de a sociedade procurar a calma, renovar a esperança e a fé em novos tempos e novos começos.

A cultivação desses sentimentos se torna mais importante a cada dia, não porque a realidade moderna os destrói, mas sim porque ela facilita a ilusão de que nós os alcançamos.

A vida multifuncional, a overdose de informação e a interferência da tecnologia nas nossas vidas são realidades irretroativas. Estando sempre expostos a tantas possibilidades, o sonho do “eu perfeito” e da “vida perfeita” parece mais palpável e isso pode acabar fazendo com que nós nos apeguemos mais a essa versão idealizada, perdendo um pouco do contato com nossa essência.

Não há nada de errado em usufruir das conveniências e pequenos luxos proporcionados pela tecnologia e pela democratização do acesso às coisas. Também não há nada de errado em buscarmos ser a melhor versão de nós mesmos. Porém, o máximo proveito que podemos tirar de tudo que a vida nos oferece é não sacrificar quem somos durante nossa busca por sermos melhores.

O principal sinal de que não estamos sendo verdadeiros é quando o motor das nossas ações é qualquer um que não seja a nossa paz de consciência. Mas, agindo de acordo com nossa consciência, nossa essência e nossas próprias concepções, nem mesmo os excessos da vida moderna poderão nos afetar negativamente. Pelo contrário: as facilidades da vida moderna nos ajudarão a sermos cada vez mais “nós”, desde que saibamos ser seletivos.

greenerythings.jpg Crédito da foto: Deposit Photos Blog

O verde simboliza a essência, aquilo que é natural, aquilo que brota naturalmente de dentro de nós. Para conservarmos o contato com nossa essência, não é preciso perder o contato com todas as coisas que o exterior oferece. A natureza também se renova todos os dias; ela não quer que permaneçamos iguais e inertes às mudanças. A chave, porém, para não sacrificar o nosso verdadeiro “eu”, é cultivar paz interior.

Em meio a tantas opções, o maior luxo é poder escolher aquelas com que você mais se identifica, sem se estressar pelas outras que poderia estar perdendo. Afinal, se elas não têm tanto a ver com aquilo que você é de verdade, será que você está mesmo perdendo?

A mensagem para 2017, portanto, é para que nós participemos das transições do mundo mantendo um espírito tranquilo e autêntico. Porque as coisas que brotam da nossa essência são como “verduras” (“greenery”): nós até podemos ignorá-las por algum tempo e nos alimentarmos com outros alimentos mais artificiais, mas um dia nosso organismo vai pedi-las de novo...

(Texto originalmente produzido para o site JeCirqueira Fotografia)


Ana Clara Alves Ribeiro

Advogada, tocantinense, pisciana com ascendente em Gêmeos, apaixonada por música, arte, cultura, entretenimento, humanidades e tudo que envolve criatividade, cores, palavras, ângulos, sonhos, possibilidades, conexões....
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