lições de partir

É preciso partir para buscar ser inteiro outra vez. E é essa busca que reparto por aqui.

Wal Reis

Jornalista, geradora de conteúdos editoriais, especialista em fazer 54 coisas ao mesmo tempo, incluindo escrever sobre o que realmente me importa. Procuro retratar nos meus textos a contramão da história, o lado menos óbvio e politicamente incorreto, aquele que mais se aproxima da realidade. Confira minha página "Em Outras Palavras", no Fabebook: https://www.facebook.com/porWalReis/

Por relações menos cheias de dedos e mais cheias de abraços

Está faltando levar a vida um pouco mais na esportiva, mantendo o respeito, mas também o jogo de cintura.


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O mundo está ficando meio chato. Com mulheres que só falam de empoderamento, homens que precisam pensar duas vezes antes de mandarem aquela cantada, amigos gays e negros com quem precisamos medir as palavras. As relações caminham para o insípido. A espontaneidade fica restrita a grupos fechados e, mesmo assim, olha lá.

Fico pensando na real necessidade disso tudo. Mulheres, por exemplo, não ficam empoderadas com discurso, mas com atitudes. O empoderamento vem da certeza de se sentir apta para ocupar seu espaço no trabalho, na família, na comunidade. Se não, vira política de cotas, na qual querem ganhar a coroa no tapa. Afinal, vamos ascender na vida por sermos capazes ou por termos nascidos sob a égide do cromossomo X?

Cantadas agressivas, assédio moral e sexual não dá para tolerar mesmo. A maioria dos habitués desse tipo de prática já está ciente. Tem mais que denunciar e chutar o saco, digo... o balde. Mas e as cantadas, aquelas lindas? As primeiras intenções de um caminhão de adoráveis segundas intenções? Não mais? Poxa, não dá para a mulher usar o empoderamento do parágrafo anterior para se esquivar de uma cantada lícita, mas não bem-vinda? Sair pela tangente? É necessário anular todas as tentativas de seduzir por conta de uma meia dúzia de sem noção?

E reza para seu amigo gay ou negro não te sacanear. Porque quando você quiser mandar um deles calar a boca pode ser acusado de preconceito. Ou faz como eu: tenha amigos homossexuais ou racialmente de outras frentes que não deem ouvidos a mimimis. Para que você possa mandá-los para locais inóspitos em bom português quando pisarem na bola. E para que eles te mandem também.

Vamos tentar levar a vida um pouquinho mais na esportiva, minimizando situações corriqueiras e dando luz ao que realmente importa. Porque o respeito não mora nas palavras caladas. O respeito mora no abraço apertado, no aperto de mãos sincero e, principalmente, no olhar que não vê gênero, cor, raça ou preferência sexual. Mas só vê gente.


Wal Reis

Jornalista, geradora de conteúdos editoriais, especialista em fazer 54 coisas ao mesmo tempo, incluindo escrever sobre o que realmente me importa. Procuro retratar nos meus textos a contramão da história, o lado menos óbvio e politicamente incorreto, aquele que mais se aproxima da realidade. Confira minha página "Em Outras Palavras", no Fabebook: https://www.facebook.com/porWalReis/ .
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