VICTÓRIA AMPESSAN DAMAS

Que a intenção deste texto seja alcançada: o contato com um novo olhar, o entendimento de outras perspectivas e a vontade inexorável de prosseguir questionando, buscando a sua versão da história

Que amor é esse?

Mesmo eu negando, mesmo não procurando, sei que está aí. Por que insiste em mim? Por que se esforça pela minha vida? Por que assume minhas causas como suas? Por que me ajuda? Por que me consola?


Que amor é esse, que beira o inimaginável? E desponta intangível aos meus olhos, mesmo frente aos mais belos modelos de amor concebidos pela humanidade.

Que amor é esse que Te inspirou? Seria o que sentimos ao longo da vida multiplicado milhões de vezes? Estaria o segredo naquela sensação boa ao fazer o bem ou criar e proteger um filho? Aquela vontade de amar e cuidar de alguém, assumir os riscos e perceber que era aquilo que fazia falta o tempo todo?

Como uma ausência sentida, até então inominável? Seríamos um plano amado, posto em prática e, apesar de nossos erros, não se imagina mais sem aquele filho? Não. Tu não precisas de mim, porém me amas e isso muda tudo.

Acho que as respostas tardarão. Tardarão para meu tempo, claro. Teu tempo não é o meu, mas é o melhor, basta eu me entregar aos Teus planos. A versão de mim ontem não daria tanto valor a um encontro conTigo como a de hoje. O amanhã permanece um mistério, entre o suplício e o deleite como o vasto desconhecido.

Que cada dia eu Te conheça mais. Que Tu me ensines mais. Só ama quem conhece e não preciso ter medo de me aprofundar. Ao contrário da ideia de que, quanto mais se conhece alguém, menos apaixonado você pode ficar; quanto mais sinto Te conhecer, mais Te amo. Quanto mais desbravo, por maiores as dificuldades, percebo que a expressão do Teu amor é crescente e diária, é a cada segundo.

Todo dia, o Filho me ama, perdoa e me redime, disposto a se doar eternamente com sua dolorosa paixão. Todo o dia, o Espírito me cura, inspira e santifica. Todo dia, mesmo sem eu ver e mesmo sem querer ver, o Amor vence na criação. E eu custo a entender de quem sou filha e teimo em não me aproximar do Pai.

Mesmo eu negando, mesmo não procurando, sei que está aí. Por que insiste em mim? Por que se esforça pela minha vida? Por que assume minhas causas como suas? Por que me ajuda? Por que me consola? Amor é a única resposta minimamente plausível. Amor puro, desprendido, magnânimo, solícito, altruísta... O maior dos amores que algum de nós possa sentir é um mero esboço ao que sentes por nós. Mas o que sabe o vaso de barro frente ao oleiro?

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VICTÓRIA AMPESSAN DAMAS

Que a intenção deste texto seja alcançada: o contato com um novo olhar, o entendimento de outras perspectivas e a vontade inexorável de prosseguir questionando, buscando a sua versão da história.
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