VICTÓRIA AMPESSAN DAMAS

Que a intenção deste texto seja alcançada: o contato com um novo olhar, o entendimento de outras perspectivas e a vontade inexorável de prosseguir questionando, buscando a sua versão da história

O menino e o mar

Uma interrupção de um minuto pode valer mais que anos tumultuados...


Um homem imerso em suas reflexões achou propício o cenário com areia e mar para entrar cada vez mais em dúvidas profundas, afastando-se aos poucos da superfície em que os raios do sol se mantinham visíveis. E, quanto mais longe ia, mais perguntas lhe restavam.

Ele avistou, de repente, um menino com um baldinho de madeira, que ia até a água do mar, enchia o seu pequeno balde e voltava, despejando a água em um buraco na areia. O menino era de uma doçura angelical, inocente, extremamente confiável, de uma beleza e familiaridade incoercíveis.

O homem foi trazido à superfície novamente com a presença tão chamativa e enigmática. Observando atentamente o menino, o homem lhe perguntou:

– O que está fazendo?

O menino, com grande simplicidade, olhou o homem e respondeu:

– Coloco neste buraco toda a água do mar!

Diante da inocência do menino, o homem lhe sorriu e disse:

– Isto é impossível, menino. Como pode querer colocar toda essa imensidão de água do mar neste pequeno buraco?

O menino o olhou então profundamente e lhe disse com voz forte:

– Em verdade, te digo: é mais fácil colocar toda a água do oceano neste pequeno buraco na areia do que a inteligência humana compreender os mistérios de Deus!

O homem não era como os outros, era Santo Agostinho, que consquistou o título de santo não por não ser humano, mas por lutar com muito amor por algo além. Além desta vida, além o suficiente para um dia realizar o sonho de abraçar o Pai, o Eterno. O menino não era um menino, era um anjo de Deus.

Andando pela areia da praia, Santo Agostinho submergia certa vez em pensamentos profundos e altíssimos que se elevavam ao céu. Entre seus raciocínios, pensava ele no mistério da Santíssima Trindade. “Como é que pode haver três Pessoas distintas – Pai, Filho e Espírito Santo – em um mesmo e único Deus?” Então, o menino apareceu.

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*História adaptada do artigo “Santo Agostinho e o menino que despejava o mar num buraco na areia - Caberá o mistério da Santíssima Trindade em nossa pobre pequenez?” disponível no site Aleteia.


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