Eliza Doré

Uma jornalista tentando levar as coisas menos a sério, ok?

Sobre a saudade que não terá fim

Conviver com a perda de amigos e parentes queridos pode ser uma dificuldade quando não compreendemos o sentido da vida. Somos feitos para nascer, viver e morrer.


A perda é um dos piores sentimentos pelo qual podemos passar. Mas a perda sem volta deixa a vida num estado de inebria. A sensação é de que não fizemos nada para manter quem queríamos por perto. A vida, essa chata, nos apresenta apenas uma condição: aqui se vive, aqui se morre. E então devemos entender e aceitar que estamos em um ciclo, onde cedo ou tarde partimos para outro plano, ou simplesmente deixamos de existir. Na terra ficam entes queridos, amigos e saudades, sempre deixamos um pouco de nós.

Nada pior que um sentimento sem fim. No fundo, quando entramos naquele estágio de saudades absurdas, e sabemos que as palavras “nunca mais” estarão no final de cada frase, sentimos que algo está nos dizendo “tudo vai acabar bem, e um dia vamos nos encontrar”. É o meio que encontramos de nos confortar, não há nada errado em acreditar que temos por perto o carinho daquela pessoa especial.

Volta e meia escuto pessoas reclamando como estão ficando velhas, como se acabaram com o tempo e que deviam ter aproveitado mais. Tenho vontade de lhes dizer: Aproveite enquanto está vivo, de graças a Deus que não morreu antes. A vida é essa mesma, um misto de despedidas constantes e boas vindas aos poucos integrantes.

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Dedico este texto a um grande amigo que perdi há anos, mas que nunca deixei de levar comigo. Fazes parte da minha dor diária e de toda a saudade com a qual convivo.


Eliza Doré

Uma jornalista tentando levar as coisas menos a sério, ok?.
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