Eliza Doré

Uma jornalista tentando levar as coisas menos a sério, ok?

Made in Instagram

O aplicativo Instagram e a necessidade do homem em espelhar-se no próximo.


A tecnologia pode ser considerada umas das maiores influenciadoras de mudanças na sociedade, a rapidez com que as informações circulam e nos atingem é apenas um indicador sobre como vivemos de acordo com que é pautado por ela. Essa experiência acontece em inúmeros momentos, mas principalmente no lifestyle, a maneira como devemos nos comportar em sociedade, o aplicativo Instagram é o principal indicador desse fenômeno.

A vida compartilhada em quadradinhos já tornou muita gente famosa, para os que já são celebridades é uma maneira de manter os fãs por perto. Além de servir como uma plataforma de interação social, o aplicativo passou a ser utilizado como um meio de busca para basear o lifestyle, onde os padrões já impostos pela sociedade criaram outro nível de alcance.

Mas o aplicativo não é utilizado apenas como uma troca de contato, é um meio alternativo para os negócios. Os blogueiros e afamados da internet utilizam os merchandisings em suas publicações para vender o consumo de algo. Este consumo vai além de um produto específico, em grande parte essas “pessoas comuns” servem como um espelho de inspiração. O conjunto de uma roupa, a cor do cabelo, o estilo da maquiagem, tudo pode ser copiado e tudo serve como uma inspiração.

Antigamente o objeto de espelho eram pessoas famosas e em alta na mídia, mas a tecnologia acabou trazendo novos rostos. É muito comum encontrarmos pessoas “normais” no Instagram que estão ditando o lifestyle. O fator proximidade torna tudo isso mais real e palpável, desenvolvendo uma ligação afetiva, onde o líder irá induzir, consciente ou inconscientemente o modo como se deve vestir, alimentar, falar e agir. Apesar da busca por referência ser muitas vezes inconsciente, livre e partir do indivíduo, ela restringe a liberdade de pensamento.

Todos esses acontecimentos podem ser traçados com a necessidade do homem em usar o outro como molde. Em “Psicologia das massas e análise do eu” Freud utiliza às concepções de Gustave Le Bon que considera mais importante a inibição do intelecto ao aumento da afetividade, desta forma Freud acredita existir um desejo ligado ao corpo, onde aplica-se o conceito de libido. Nasce então a restrição do narcisismo, ou seja, a partir desta identificação com o próximo e a criação de um laço afetuoso, as pessoas projetam-se no líder onde estabelecem princípios como forma de um ideal.

Mas nada disso precisa ser visto como algo ruim, o mundo ainda está por trazer mais novidades do que pessoas comuns tornando-se celebridades, e aplicativos de celular que ditam o modo de vida. O segredo é medir como isso o influência e o quanto você deixa conduzi-lo.

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Eliza Doré

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