Mariana Staudt

Jornalista, ariana, apaixonada por sol, verão e praia, por viajar, por fotografar e por escrever. Sou a pessoa mais curiosa que eu conheço e tenho os pensamentos a mil quilômetros por hora.

Minha vida é um seriado de TV

Assistir a uma temporada inteira de um seriado em um único final de semana ou vários episódios em sequência é normal para muitas pessoas. Mas as séries são mais do que entretenimento e diversão, revelando sentimentos, aprendizados e uma viagem na própria imaginação.


Muito antes do Silvio Santos começar a assistir Netflix, eu já era viciada em seriados que o próprio SBT transmitia (e ainda transmite com umas mensagens subliminares da Jequiti). A minha paixão pelo irmão da Blosson, minha desenvoltura até hoje para fazer a dança do Carlton de Um Maluco no Pedaço, imitar o “que papo é esse?” do Arnold ou mesmo ficar repetindo as clássicas frases do Chaves, eu devo tudo ao Sílvio.

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Mais do que amar acompanhar série, às vezes sinto que vivo em uma. Tipo The Truman Show, sabe? Sempre espero o momento em que vão me contar que esse roteiro de novela mexicana e todas as bizarrices que acontecem na minha vida são só para dar mais audiência.

Além disso, eu me envolvo muito com as histórias e com os personagens. Mas será que só eu sou assim? Quem nunca se sentiu amigo do elenco de Friends? Sempre que vejo algo da Ralph Lauren, lembro da Rachel, por exemplo. Ou quando alguém pede um pouco da minha comida, da clássica frase “Joey doesn’t share food”.

The Following, Homeland, True Detective, Scandal e até mesmo Scooby-Doo instigam minha super vontade de ser do FBI ou da CIA para ter acesso a milhares de dados para resolver qualquer mistério. Aliás, qualquer pessoa pode ser um psicopata. E acho que sei os planos certos pro crime perfeito.

E quem me prova que nós não perdemos a memória e somos, na verdade, de outro reino, como em Once Upon a Time? As coincidências que vivem acontecendo e essa coisa de até as pessoas mais improváveis se conhecerem, só faz sentido se essa for a explicação. Assim como, explicar sobre um avião que sumiu.

Carrie Bradshaw, em Sex and the City, é uma mulher super resolvida, mas que vive sofrendo por amor. Que atire a primeira pedra quem nunca achou que ia morrer por causa daquele pé na bunda. E quem nunca achou que faz tudo errado? Se fala a verdade, magoa alguém. Se mente para deixar a pessoa feliz, acaba magoando quando descobrem a verdade. A loirinha Piper Chapman vive seus dramas em Orange is the New Black e nós aqui no mundo "real".

Com How I Met Your Mother aprendi uma forma mais "legendary" de viver a partir das lições de Barney Stinson. Pensar menos, agir mais por vontade própria e colecionar uma série de histórias engraçadas para contar (ou não). Robin Scherbatsky e eu somos, praticamente, a mesma pessoa. Jornalista, com um jeito nada mulherzinha de ser, que sabe a escalação do time (no caso dela, de hóquei) do campeonato de sei lá eu que ano e com grandes dificuldades de expressar os sentimentos, mas que, no fundo, é super sentimental. Mas, quem sabe, eu seja mesmo parecida com Ted Mosby, uma eterna sonhadora e que não perde as esperanças de que tudo vai dar certo.

É inevitável. Não importa o seriado, sempre achamos algum pedacinho da nossa vida nele. Com as séries é possível se tornar mais nostálgico, pensar na vida, ter momentos sem nenhuma preocupação, dar risada, emocionar-se, envolver-se, aprender, viajar sem sair do lugar e aventurar-se na própria imaginação. É a vida imitando a arte!


Mariana Staudt

Jornalista, ariana, apaixonada por sol, verão e praia, por viajar, por fotografar e por escrever. Sou a pessoa mais curiosa que eu conheço e tenho os pensamentos a mil quilômetros por hora..
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