Mariana Staudt

Jornalista, ariana, apaixonada por sol, verão e praia, por viajar, por fotografar e por escrever. Sou a pessoa mais curiosa que eu conheço e tenho os pensamentos a mil quilômetros por hora.

Peru além do turismo

Um olhar mais demorado sobre o mais místico dos países sul-americanos, sobre a civilização inca e sobre a "cidade perdida" Machu Picchu. O Peru carrega uma encantadora e enérgica cultura, além de uma riquíssima história que pode nos ajudar a compreender mais sobre a sociedade atual e sobre nós mesmos. Surpreenda-se nessa viagem!


_DSC3382.jpg Foto: Mariana Staudt

O Peru entrou para o roteiro de milhões de turistas do mundo inteiro, atraídos pelas belezas naturais, pela gastronomia e pela rica cultura. A natureza é um espetáculo à parte: montanhas, deserto, cordilheiras, florestas e praias. O cenário é variado, colorido e jamais monótono. Mas este país vai muito além do turismo e revela, talvez, a face mais mística da América do Sul. A antiga sede do Império Inca, berço das civilizações americanas, tem 10 mil anos de história, onde diversos mistérios se escondem.

Desde a arquitetura, a religião, a história, o idioma quéchua, até o conhecimento proveniente da civilização inca, o Peru carrega surpreendentes heranças do seu povo. É impossível não se deslumbrar com as construções, com as pedras que se encaixam de forma fascinante, com suas dimensões e com a essência fortemente expressada por todos os lados.

O Vale Sagrado abriga os principais pontos turísticos da região de Cusco, os sítios arqueológicos como Pisaq e Ollantaytambo. Em todos os lugares, é possível observar os rastros dos incas e as imensas rochas esculpidas, provando a tecnologia avançada da época. Todas as cidades incas constituíam um conjunto importante de monumentos desenhados em formas e figuras representativas de campos de poder, que, em muitos casos, foram desaparecendo enquanto eram arrasadas pelos espanhóis, que as deixaram em ruínas.

É difícil descrever a sensação ao presenciar todas essas obras. Não há quem não passe minutos ou horas observando e tentando compreender como aquela civilização conseguiu projetar e, principalmente, executar suas ideias, transformando-as em templos majestosos, enormes cidades e desenvolvidos sistemas agrícolas e hídricos. A única conclusão é que cada canto parece realmente abençoado.

Extremamente religiosos, os incas tinham como entidades divinas o Sol (Inti), que beneficiava a terra e fazia as plantas florescerem, e a Lua, sua esposa, assim como outros deuses, a chuva, o trovão, etc. Além disso, acreditavam nas forças do bem e do mal. O bem era representado por tudo que era importante para o homem, como a chuva e a luz do sol, e o mal, por forças negativas, como a seca e a guerra.

_DSC3301.jpg Foto: Mariana Staudt

Os autores e irmãos Elorrieta sustentam que o rio Vilcanota (atualmente, chamado de Urubamba), que forma o Vale Sagrado, foi concebido pelos incas como a representação da Via Láctea e que os desenhos arquitetônicos das antigas construções em suas margens representam as constelações.

Em Águas Calientes está o local mais famoso, aclamado e desejado de todos: Machu Picchu, conhecido também como a “cidade perdida”. Habitada por seres superiores, os incas acreditavam que se alguém quisesse encontrar seu destino, deveria subir em uma montanha alta e o vento daria a dica desejada. Para eles, o alto das montanhas eram como antenas que captavam tudo o que se passava no cosmos.

Como nos outros locais do Vale Sagrado, Machu Picchu leva um desenho em seu formato. No seu caso, o de um condor em pleno voo. Dizem que lá se pode sentir a vibração que origina o seu desenho, já que se percebe a sensação de liberdade que inspira a ave.

“... levando em toda sua estrutura seus principais símbolos religiosos, como se fosse um veículo do homem dirigido à eternidade e ao infinito...” (Irmãos Elorrieta)

Para o antropólogo e historiador peruano José Altamirano Balena, Machu Picchu é o local onde o inca encontrou seu destino. Até hoje, não se sabe o motivo do seu abandono, mas encoberta pela mata, a cidade se preservou por mais de 400 anos.

A verdadeira história não se sabe, mas todo o território construído pela civilização inca merece contemplação. Seja por sua importância, por sua beleza, por seu contexto, mas também pelos encantos do imaginário e da população andina. Para quem está procurando dicas para conhecer o Peru, a minha é que você vá além do turismo e se deixe levar pela magia, pelos mistérios e pela energia natural que só se encontra por lá!


Mariana Staudt

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