Mariana Staudt

Jornalista, ariana, apaixonada por sol, verão e praia, por viajar, por fotografar e por escrever. Sou a pessoa mais curiosa que eu conheço e tenho os pensamentos a mil quilômetros por hora.

Qual legado olímpico queremos?

Será que o baixo desempenho da seleção masculina de futebol desde o 7x1 - e até mesmo antes - não seria a deixa para darmos mais valor aos outros esportes? O ouro da Rafaela Silva, no judô, que iniciou em um projeto social de uma comunidade do Rio de Janeiro, só me faz reafirmar a importância do esporte para qualquer nação, de que o ele pode mudar vidas e, principalmente, de que investir no esporte é fundamental para a educação, evolução e progresso do nosso país.


rafaela-silva-mostra-medalha-de-ouro-1470691118714_v2_750x421.jpg Foto: Geraldo Bubniak/AGB

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro estão acontecendo, depois de sua cerimônia de abertura que rendeu milhões de elogios ao redor do mundo. A primeira medalha dourada brasileira veio do esporte individual que mais deu medalhas olímpicas para o Brasil, o judô. O ouro da Rafaela Silva, que iniciou no esporte em um projeto social de uma comunidade do Rio de Janeiro, só me faz reafirmar a importância do esporte para qualquer nação, de que o esporte pode mudar vidas e, principalmente, de que investir no esporte é fundamental para a educação, evolução e progresso do nosso país.

Sempre fui uma apaixonada por esportes, mas admito que nos últimos tempos não acompanho tanto. Sem dúvidas, meu maior distanciamento foi do futebol. Por que? Porque cansei de ver tanta mesquinharia, corrupção (reflexos de toda nossa cultura) e criaturas ganhando rios de dinheiro sem nenhum amor à camisa.

Algumas pessoas nem sonham que meu passado era de uma fanática por futebol, que deixava de sair de casa para acompanhar alguma partida importante e que não baixava a cabeça para quem quer que fosse para defender meu time (e provar o fato de que mulher também entende do assunto).

Enfim, como jornalista, participei de inúmeros debates sobre a hegemonia do futebol na mídia. Sempre defendi que o futebol sempre será o principal esporte do país e, consequentemente, merece mais destaque. Porém, por que não valorizar, aos poucos, as outras modalidades? Fazendo com que empresários e grandes marcas queiram investir também nelas e até mesmo o público passe a se interessar um pouco mais. Não precisamos tirar o Brasileirão das telas nas quartas, sábados e domingos. Não precisamos parar de falar da Libertadores, da Copa do Brasil ou dos Estaduais. Mas podemos incluir. Diversificar. Oferecer mais. Cito aqui a frase de Steve Jobs: "As pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos a elas".

Acho que esse eterno 7x1 que estamos vivendo com o futebol masculino é um bom momento para a refletirmos e olharmos mais para os nossos verdadeiros atletas, que fazem grandes sacrifícios para poderem continuar competindo e fazerem com que o Brasil seja manchete no mundo por suas vitórias, alegrias e superações. Não como está sendo ultimamente em tantos sentidos...


Mariana Staudt

Jornalista, ariana, apaixonada por sol, verão e praia, por viajar, por fotografar e por escrever. Sou a pessoa mais curiosa que eu conheço e tenho os pensamentos a mil quilômetros por hora..
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