marcos félix

Vamos contar mais histórias!

Marcos Félix

Paulistano, canhoto, vegetariano, observador – do mundo e de si mesmo. Um contador de histórias experimentando a vida um dia de cada vez. Descobriu que a felicidade tem olhos castanhos e faz usar as teclas pretas do piano. Está sempre seguindo em frente porque a vida não tem outro sentido

há beijos e beijos

Beijar é o consumir da alma, é o resumir dos sentimentos, é o pulsar do coração. Beijar é formatar sensações, é a profunda expressão de sintonia, é a linguagem real dos sonhos do futuro que se tornam presentes, é o que dá vida ao presente.


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Há beijos e beijos. E beijos são mais do que o encostar dos lábios; são selos que marcam com gosto a intensidade dos sentimentos a que se destinam.

Há beijos na testa, na mão, no ombro, no rosto, na boca... Pessoas presenteiam com beijos, pessoas beijam presentes. Pessoas trocam beijos entre si, beijam a si mesmas no espelho. Novos ou velhos, há beijos e beijos.

Familiares e amigos se beijam. Casais e casuais também se beijam. Há beijos de cumprimento, há beijos por consentimento, há beijos com sentimento. Há beijos que selam destinos, começos e recomeços.

Beijo de selfie, beijo de novela, beijo de filme... A foto da pessoa amada beijada ao acordar ou ao deitar, e o beijo na própria pessoa amada enquanto dorme. O bebê que ganha beijos dormindo ou enquanto chora esperando para ser amamentado. O beijo de pai, de mãe ou de ambos acompanhado de um "vai com Deus" ou "nós te amamos".

O beijo do amor da sua vida num parque qualquer da cidade. Um beijo cheio de carinho em frente ao portão pra começar o dia, no meio da tarde ou no final da noite para expressar "estou feliz porque você chegou bem". Beijo de chegada, beijo de despedida, beijo de saudade, beijo de perdão, beijo desajeitado, beijo roubado, beijo com abraço apertado. Beijo bobo, beijo louco, beijo de verdade, beijos e mais beijos...

Há beijos que se tornam o inesperado sentido que preenche almas vazias sem referência no sentir. E há beijos que, de tão sinceros, profundos e incomparáveis, expressam mais do que os conceitos podem dizer; falam mais do que a "tintura" das palavras; resumem mais do que olhares com pretexto de avidez sem contexto.

Há beijos e beijos. Mas beijo que é bom não tem dia certo. Beijo bom existe todo dia, com quem se ama e verdadeiramente se precisa. Não mede esforço, não pede lugar, hora ou circunstância. Beijo não tem requisito.

Beijar é o consumir da alma, é o resumir dos sentimentos, é o pulsar do coração. Beijar é formatar sensações, é a profunda expressão de sintonia, é a linguagem real dos sonhos do futuro que se tornam presentes, é o que dá vida ao presente.


Marcos Félix

Paulistano, canhoto, vegetariano, observador – do mundo e de si mesmo. Um contador de histórias experimentando a vida um dia de cada vez. Descobriu que a felicidade tem olhos castanhos e faz usar as teclas pretas do piano. Está sempre seguindo em frente porque a vida não tem outro sentido.
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