mate com adoçante

pensando alto aos trinta e poucos

Gabriela Fróes

Gabriela Fróes é professora de inglês e mestre em literaturas de língua inglesa. Nada disso faz diferença aqui, no entanto; aqui ela tem trinta e poucos anos, gosta de folk rock, de cerveja, de dias frios, de aprender diariamente com as pessoas ao redor. E de amor

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Gabriela Fróes

Gabriela Fróes, trinta e poucos, professora, escritora frustrada, cantora de chuveiro. finjo que toco violão e, nas horas vagas, aspirante a chef de cozinha. Gosto de folk, jazz e acho que a música atingiu seu ápice em 67.

Há um ano e meio decidi que tinha muito mais do que precisava e vendi tudo: móveis, roupas, discos e livros. Fiquei com o que considero razoável pra não me sentir ancorada por uma legião de objetos cujo valor eu mesma dei. Minha ansiedade pode ser medida no tamanho das unhas. Mudo o cabelo quando não consigo mudar a vida na velocidade que preciso, e sou extremamente incoerente. não que eu goste disso. (E ai de quem apontar.)

Fiz mestrado em literatura, e talvez por isso mesmo passei muito tempo sem ler um romance até o fim. Fico mais com a teoria. Gosto das análises, das pessoas, das estratégias. Meus amigos me chamavam de politicamente correta; eu aos poucos arrumei amigos melhores. Sou, de fato, um pouco intolerante com piadas. Mas acho Seinfeld genial.

Por muitos anos joguei RPG e só parei porque precisava viver a vida de cá. E prefiro os videogames antigos, aqueles em que o bonequinho só se mexia pros lados e era mais fácil passar de fase. Também leio muito sobre ciência, e tecnologia, hábito que herdei do meu pai. Da mãe puxei o tom academicista pra vida, mas abusei, e um dia me vi sendo mais cérebro que corpo. Venho tentando o re-equilíbrio desde então. Porque ninguém quer ser só uma bunda, mas não devemos esquecer que temos uma -- nem deixar de ir pra academia, pra ela não cair.

Adoro as sutilezas da linguagem, seja escrita, cantada ou filmada. Não sou lá muito fã da máxima "não existe português errado"; os linguistas que me desculpem, good writing is sexy. E o inglês aparece costurado no meu texto porque, por conta do trabalho e dos rumos que a minha vida tomou, tem dias em que é difícil separar os dois idiomas.

Estou sempre em crise profissional e financeira, uma em decorrência da outra. Queria mais dinheiro, mas não quero parar de fazer o que eu amo. E assim sigo, juntando moedas pra cerveja, pedindo empréstimo pra passar o mês de férias fora do Brasil e voltando pra realidade cada dia mais rica de experiências e histórias.

E sou viciada em mate. Com ou sem limão, natural ou industrializado, aguado ou super concentrado. Não passo um dia sem.

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