Tainá Viana Alves

Indecisa, comunicativa e amante da vida, sou aspirante a tentar tudo que me encanta, mesmo sem conhecer. Intensa em tudo que faço, desejo poder chegar à velhice dizendo: eu vivi tudo que poderia viver.

AMOR AUTÊNTICO

Carentes e necessitadas de amor, as pessoas estão sempre tentando ser amadas. Mas nessa perturbação constante causada pela incerteza em saber se serão, elas estão deixando de amar. Assim, sem perceber, estão se esquivando do amor autêntico e suprindo-se com outros sentimentos.


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Um amigo veio conversar comigo, que sou uma pseudo-psicanalista nas horas vagas, sobre a crise que estava enfrentando no seu relacionamento de 5 anos. Ele estava em situação de desespero, porque não conseguia se imaginar sem a namorada, que queria terminar a relação. Ele começou a me dizer que não aguentava nem imaginar como seria a vida dele sem ela e que faria de tudo para não a deixar ir.

Diante dessa avalanche de informações sobre a necessidade que ela representava na vida dele, eu cheguei à uma conclusão: ele não a ama. Ele está acomodado com a presença dela na vida dele. Eles estão juntos a tanto tempo, que ele deixou de viver para si mesmo e começou a viver para a relação, que se desgastou com esse excesso de cuidado. Afinal, como diria meu pai, tudo em excesso faz mal.

Eu tive a certeza disso, quando assisti a esse vídeo. A monja conseguiu transformar em palavras tudo que eu estava imaginando sobre o relacionamento deles. Assim como ela diz no vídeo, eu concluí que ele não a amava, ele estava apegado por ela. O amor genuíno é aquele que te faz sentir necessidade de ver o outro feliz, independentemente de você fazer parte dessa felicidade; enquanto o apego te cega. Quando você está apegado por alguém, você quer que essa pessoa te faça feliz. Estar apegado em alguém é um tanto quanto egoísta, não é?

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Toda essa reflexão me fez pensar em como o amor está sendo banalizado na sociedade atual. O amor é algo tão lindo e as pessoas, nessa ânsia por serem amadas, não estão amando. Elas estão apenas se apegando e por isso vê-se cada vez mais pessoas infelizes e incompletas. Nós não podemos depositar em alguém a função de ser responsável pela nossa felicidade. Nós mesmos somos responsáveis por ela.

Desta forma, antes de querer estar em um relacionamento, você deve estar bem consigo mesmo, deve estar feliz. Temos que entender que ao estar com alguém, não devemos estar tentando nos completar, pois devemos ser suficientes para nos fazer sentir completos. Ou seja, a pessoa com quem estamos nos relacionando não vai e nem deve nos preencher, mas nos transbordar. Essa situação de sentir-se dependente de alguém não é amar. O amor é generoso, o amor é gratidão, e quando amamos alguém queremos fazer essa pessoa feliz, mesmo que a felicidade dela não nos inclua como protagonistas.

E como diria Dalai Lama, “ Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar”. Não tente prender a pessoa amada, deixe-a livre para escolher o caminho que julga ser o necessário para sua felicidade. O amor que existir entre vocês, se for realmente amor, vai ter criado raízes e seu alguém amado irá voltar, e quando ele chegar, apenas o dê motivos para ficar.

Texto originalmente publicado em: http://www.memoriasdeoutrora.com.br/


Tainá Viana Alves

Indecisa, comunicativa e amante da vida, sou aspirante a tentar tudo que me encanta, mesmo sem conhecer. Intensa em tudo que faço, desejo poder chegar à velhice dizendo: eu vivi tudo que poderia viver..
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