Tainá Viana Alves

Indecisa, comunicativa e amante da vida, sou aspirante a tentar tudo que me encanta, mesmo sem conhecer. Intensa em tudo que faço, desejo poder chegar à velhice dizendo: eu vivi tudo que poderia viver.

VIAJE, AVENTURE-SE, LIBERTE-SE

Somos programados a seguir um padrão de vida pré-estabelecido por uma sociedade individualista e que visa o lucro. Que tal escapar dessa cilada e tentar viver sua vida da melhor forma possível: aventurando-se?


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Nascer, crescer, reproduzir, envelhecer, morrer – esse é o ciclo da vida que geralmente ensinam na aula de biologia. Mas entre o nascer e o morrer, há muita trilha para caminhar e, para mim, a melhor forma de trilhá-la é conhecendo novos lugares, novas culturas, novas pessoas... enfim, conhecendo o mundo e suas múltiplas facetas. E, desta maneira, descobrir a si mesmo.

Na geração atual é cada vez mais comum encontrar pessoas que estão deixando o emprego e a “vida estável” que levam para viver viajando. Pessoas que não se contentam com os padrões impostos pela sociedade, que querem ir além, se libertar das cordas sociais, viver a vida ao máximo, aproveitando tudo que ela possa proporcionar. Pessoas que querem experimentar o sabor de cada cantinho desse mundão e, assim, se conhecer.

Como dizia Renato Russo, “Quando nascemos fomos programados a receber o que vocês nos empurraram com os enlatados dos USA, de 9 às 6”. E não são apenas os enlatados que foram empurrados à nós, somos forçados a nos encaixar em uma sociedade que espera que sigamos um “manual de como viver a vida”: estudar feito loucos para passar no vestibular e entrar na faculdade, estudar feito loucos para sair da faculdade, trabalhar feito loucos para ganhar dinheiro e, desta forma, “ser alguém na vida”.

Mas “ser alguém na vida” tem que estar atrelado ao sucesso financeiro e profissional? Não. Pelo menos, não na minha opinião. Ser alguém na vida é ter sucesso pessoal, se sentir pleno e feliz com a vida que leva, independentemente da condição financeira, da profissão escolhida, da faculdade cursada. É claro que temos que ter dinheiro para ter uma estabilidade, mas não precisamos fazer dele o foco da nossa vida. Isso mesmo, nossa vida. A vida é nossa, não do dinheiro.

Há quem diga que dinheiro traz felicidade. Eu discordo. A felicidade é um sentimento, é um estado de espírito. O dinheiro nos proporciona momentos felizes, em que o ter algo nos traz atenção alheia. No fundo, a ambição está associada com a impressão que queremos deixar para os outros. Para conseguir chegar a um estado de felicidade, é preciso muito mais do que ter, é preciso ser. É preciso sentir. E existe forma mais intensa de sentir do que viajando?

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Viajar nos proporciona uma variedade de sensações e sinestesias. Permite que ampliemos nossos horizontes a partir das novas experiências que estamos vivenciando, de modo a nos ajudar a formar nossos conceitos e opiniões. Com essa soma de vivências, acabamos nos descobrindo, sempre levando um pouquinho de cada lugar que conhecemos e deixando lá um pouquinho de nós. Essa troca é gratificante.

É difícil nos libertar das imposições sociais que estamos expostos, mas não é impossível. É preciso coragem para enfrentar uma série de desafios, afinal, nada é completamente bom e fácil, precisamos passar por provações para poder enxergar melhor o lado positivo das coisas. Mas as sensações de viver uma aventura são imensuráveis. Viajar é aventurar-se. Viajar é libertar-se. Então, eu te desafio: viaje, aventure-se, liberte-se.

Texto originalmente publicado em: http://www.memoriasdeoutrora.com.br/


Tainá Viana Alves

Indecisa, comunicativa e amante da vida, sou aspirante a tentar tudo que me encanta, mesmo sem conhecer. Intensa em tudo que faço, desejo poder chegar à velhice dizendo: eu vivi tudo que poderia viver..
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