mensagem da garrafa

Reflete o pensamento e o trabalho do Prof. Edgard Falcão

Edgard Falcão

Engenheiro, executivo, professor, palestrante, pesquisador na área de pessoas... Amante de viagens fora de estrada, música raiz e da natureza.

Por acaso um acaso...

O acaso nos deixa atônitos, nos tira o ar, nos surpreende. Não há motivo aparente, uns são bem-vindos, outros não. Eles nos desorientam, mas na sequência se auto explicam e entendemos, muitas vezes, que não poderia ter sido diferente.


“O acaso é uma palavra sem sentido, nada pode existir sem causa” Voltaire

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Será que há lógica e razão no acaso? Há como prever o imprevisível?

As coisas não acontecem no momento que queremos, podemos até esperar, mas não se tem domínio do “quando” ou do “como”.

Se lembrarmos Carl Jung, um psicólogo suíço, estaremos diante de uma teoria que busca explicar por meio da sincronicidade o acaso ou coincidências em nossas vidas.

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Frases como, “...puxa, estava pensando em você e agora te encontro...”, “...pensava em um sorvete e eis uma sorveteria...”, “acordei pensando nisso e você me conta que está estudando esse tema...”, segundo Jung, não há casualidade, mas sim o universo atuando para que pontas soltas se juntem.

Ainda sob a ótica de Jung, estamos tratando de acontecimentos que tem raízes comuns, significados idênticos ou complementares e não causa e efeito.

O interessante é que ao menos que consigamos antecipar o futuro, enxergar o que está para acontecer, não há como prever esses eventos.

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Deepak Chopra, um médico indiano, radicado nos Estados Unidos, afirma, entre outras, que nosso espírito é um campo de infinitas possibilidades, nossos relacionamentos são as coisas mais importantes em nossas vidas e que devemos estar sempre alertas ao que acontece ao nosso redor, pois sempre podemos aprender alguma coisa e estarmos assim preparados para o “imprevisível estruturado”, um nome que me surgiu para acontecimentos com características sinérgicas.

Há por toda a literatura uma clara tentativa de racionalizar o acaso, teorias bem fundamentadas, mas, infelizmente, não definitivas.

“Deus não joga dados” Albert Einstein

A grande questão é que o inesperado está sempre à espreita.

O acaso nos deixa atônitos, nos tira o ar, nos surpreende. Não há motivo aparente, uns são bem-vindos, outros não. Eles nos desorientam, mas na sequência se auto explicam e entendemos, muitas vezes, que não poderia ter sido diferente.

O acaso não é a consequência de alguma coisa.

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Um encontro casual, um convite casual, uma visita inesperada, são algumas das tantas casualidades com as quais nos defrontamos e com elas nossa vida vai se preenchendo.

Há um outro lado que acho que pode ajudar a entender ou tumultuar ainda mais, pois é possível que algo esteja ocorrendo e alguém passe, não observe e portanto, não é atraído, não há nessa pessoa qualquer complementariedade ao que acontece, entretanto outro, nas mesmas circunstâncias acha o elo perdido da sua felicidade.

Somente nos damos conta quando o acaso vai de encontro às nossas carências, nossas angústias, nossos excessos, nosso cansaço da busca, nossa rotina, nossos hábitos e porque não dizer nossa felicidade, quando a luz se acende!

Com certeza o que nos fascina no momento em que nos defrontamos com o acaso, é que esse há muito faz parte de nós, nosso subconsciente há muito tempo trabalha com a ideia de que isso está por cruzar nosso caminho e ele está atento para o momento mágico do “acontecer”.

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Mas por trás do acaso, por acaso, estão nossos sonhos, a expressão de nossa vida, são eles os grandes responsáveis por programarem nosso subconsciente com os dados que precisamos para continuar nossa caminhada de forma plena.

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“Enquanto acreditarmos em nossos sonhos, nada será por acaso” Henfil


Edgard Falcão

Engenheiro, executivo, professor, palestrante, pesquisador na área de pessoas... Amante de viagens fora de estrada, música raiz e da natureza. .
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