metamorfose jovial

Seja o outro além de você mesmo!

Elinaira Garcia

O preço da Ingratidão

Nos momentos de tristeza, peça. Nos momentos de alegria, agradeça. Nos momentos em que se encontrar perdido, peça. Nos momentos em que se achar, agradeça. Nos momentos em que sofrer uma perda, peça. Nos momentos em que ganhar qualquer coisa, agradeça.

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Não só de fé vive o mundo. Mas também não só de descrença que se alimenta. Saber que tudo deve ser moderado é a medida da maturidade. Mas não é novos, nem na meia idade e nem velhos que aprendemos. Não aprendemos, simplesmente, porque somos ingratos.

O mal do ser humano é achar que tudo deve rodar em torno de si. Enquanto as bênçãos não lhe batem à porta, o mundo, Deus e o universo não lhe são propícios. Enquanto não fizer por onde, a saída que tanto procura, não cairá como chuva. Às vezes, é tão difícil entender o porquê de tanta coisa que, na verdade, não é o que realmente esperamos, que tudo quanto nos acontece é maldade do destino ou apenas se trata de um karma que devemos carregar por não sermos tão bons como sempre nos exigiram.

Não é digno aquele que erra e tropeça na vida. Ele sempre terá um preço a pagar. Talvez, lá no fundo, não entendamos o porquê de tantas pedras no percurso, de tantas montanhas para serem escaladas. Ficamos tão cansados que resolvemos apenas parar, sentar e esperar como que em um passe de mágica, que tudo se mova da nossa frente.

Não que nossa vontade não seja aquela de levantar e, como o poderoso Hulk, arrancar tudo quanto estiver à frente, e com veracidade devorarmos aquilo que não queremos mais enfrentar. Queremos mostrar para o mundo a nossa força, queremos apenas agradecer e não mais pedir.

Por vezes, são tantas coisas desfavoráveis que nos acontecem que não dá para acreditar que irão melhorar. São tantas pessoas sofrendo de um lado, e outras esbanjando aquilo que deveria ser dividido, do outro lado, que desfalecemos diariamente. Quando pensamos que estamos na pior, sempre tentamos acreditar que outras pessoas estão piores do que nós. É a forma que nos engajam a engolir as coisas ao modo em que se encontram. E ficamos assim, parados no tempo, onde nada acontece.

Não sabemos qual o caminho, por mais que o idealizemos naqueles momentos solitários. Mas, sabe, tentar nunca deixou de ser a palavra chave. Desacreditar é forte demais, e sabemos que quem o faz é considerado fraco demais.

Não devemos nos culpar pelo mundo. Achar que realmente, nada nunca dará certo para nós, pelo simples fato de não sermos merecedores. Seguir princípios norteadores de paz e amor nos faz trilhar o que é mais correto. E errar faz parte da transformação do ser. 

Todos necessitam aprender e, sim, estamos, de fato, acreditando que as coisas podem melhorar. Podemos ser mais amigos, estudar mais, ajudar mais. É tudo mais. E o "menos" é para aquilo que devemos ponderar.

Somos capazes. Não devemos nos encolher tanto por sermos tão ingratos. Afinal, gratidão está também no que pedimos quando temos condições de pedir.


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