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Reflexões da vida cotidiana

Fabio R. Marques

Agrimensor, Projetista e Gamer. Do coração do Brasil para o mundo

VÍDEO GAME É ARTE? MÚSICA NOS GAMES - SEGUNDA PARTE

Sem dúvida, a música é uma das mais belas expressões artísticas da humanidade. Sua relação com games chega a ser semelhante ao relacionamento entre um casal. Começa com um “oi”, depois aumenta para uma conversa descontraída, daí vem o namoro e por fim se casam. Veremos como a música ganhou essa intimidade no mundo dos games.


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Continuando a série “Games é Arte?” agora falaremos das músicas nos vídeo games. O artigo anterior você pode ler clicando aqui. Desde que o vídeo game foi inventado na década de 60 eles evoluíram em técnica, gráficos, jogabilidade e música. Um dos primeiros games, Pong, possui apenas alguns sons. São apenas onomatopeias, bipes bem simples, não podendo ser classificado como música.

O console da segunda geração, o Atari 2600, tinha algo mais do que uns bipes. Eram toques com algum ritmo, ou chiados se preferir. Na maioria dos jogos os sons mais irritavam do que ajudavam no entretenimento. Mas ainda estavam na zona do som, não podíamos dizer que tinham música. Já na terceira geração, a geração do Nintendo (Nintendinho para os íntimos) e do Master System os games começaram a ter trilha sonora. Eram mais parecidos com toques polifônicos dos celulares antigos. Havia até a intenção do programador/artista em colocar algo mais elaborado, mas as limitações técnicas do hardware não possibilitava tal conversão.

A quarta geração de consoles é um caso a parte. Para ser sincero, este artigo abordaria apenas a quinta geração de consoles. Mas por causa da quarta geração achei apropriado comentar as outras gerações. A quarta geração foi marcada por grandes inovações tecnológicas. Existia uma briga muito intensa de Super Nintendo e Mega Drive, cada empresa querendo conquistar mais fatias do mercado. Para isso lançava games mais elaborados, com melhores gráficos e melhores músicas. Sim, nesta geração, temos obras que podíamos ouvir e apreciar, mesmo com a limitações de som dos cartuchos. Obras como as músicas de Chono Trigger, The Legend of Zelda: A Link to the Past, sem falar nas incríveis músicas da serie do Sonic. Vamos agora para a próxima geração, onde houve um casamento da música com os vídeos games de papel passado e tudo mais.

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Na quinta geração de consoles a qualidade musical foi enorme. Com a entrada de uma nova mídia, o CD, possibilitou que as músicas tivessem a mesma qualidade de um CD de áudio. Um exemplo é o game Road Rash 3D. Este game tem músicas de bandas como: Sugar Ray, Kid Rock, The Mermen e outras. As mesmas músicas que tocavam no rádio, nos shows, estavam dentro do game. Podíamos deixar o jogo parado e ficar apenas ouvindo suas músicas. Tudo bem que não eram bandas muito conhecidas por nós brasileiros, mas sabíamos que faziam sucesso no exterior.

Não apenas as músicas de artistas conhecidos estavam nos games. Agora qualquer pessoa poderia ouvir uma música e não perceber que tinha sido composta por causa do game. O tema de abertura do game Ridge Racer, Urban Fragments foi feita exclusivamente para o game. Poderia ser tocada em qualquer rádio e ninguém saberia que tinha sido composta para este game especifico.

Os gráficos podem parecer toscos hoje, mas a música continua sendo boa

Não pensem que apenas músicas pop, rock ou eletrônicas estavam dentro dos games. Havia alguns games que possuíam música mais erudita, algo mais clássico. Como não lembrar da música do último boss que o jogador enfrenta em Final Fantasy 7. A música One Winged Angel é um clássico. No próximo game da serie Final Fantasy, o Final Fantasy 8 a música clássica estava na introdução do game.

Não posso esquecer o trabalho da Lindsey Stirling. Ela fez versões de música dos games usando violino. Se você gosta de música clássica, vai gostar do trabalho dela. Abaixo tem alguns de seus trabalhos.

Fus Ro Dah

Ok já postei um video do game Zelda, só que neste o Link está mais para Zelda mesmo

Sem dúvida o casamento de uma arte com o mundo dos games estava consolidado. Abriu-se uma nova categoria de game, o game musical. Guitar Hero, Just Dance e outros não existiriam se não houvesse música de qualidade neles. Hoje pensar que possa existir um game sem ter uma boa trilha sonora e tão inconsistente como pensar em um bom filme, sem ter bons atores. No próximo artigo abordaremos como a arte gráfica nos games evoluiu. Tanto no quesito de gráficos como na arte conceitual dos games.


Fabio R. Marques

Agrimensor, Projetista e Gamer. Do coração do Brasil para o mundo.
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