meu caderno é meu espelho

Nas profundezas da superfície sob olhos de uma coruja

Domie Lennon

Calmamente ansiosa, desatenta por atenção, lentamente ágil, introvertidamente extrovertida, espontânea e uma velha sagitariana intuitiva

Desrotinando essa vida medíocre

Quando começamos a buscar novos caminhos é porque nosso corpo já está completamente cansado daquilo que vínhamos repetindo até então. Então por quê deixar chegar a este ponto crítico?
Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?


dicas-quebrar-rotina-trabalho-noticias.png O que seria a vida senão uma série de apegos e desapegos diários aos quais temos que lidar? Tomar uma xícara de café num mesmo horário já é um apego, um hábito. Certa vez ouvi isso e nunca mais me esqueci. Criar laços é fácil, difícil é cortá-los. Nos apegamos às mínimas coisas e sentimos falta, ainda que inconscientemente, quando algo sai diferente do que esperávamos. Se sempre que saímos de casa tomamos o mesmo caminho, quando tomamos outro, sentimos algum incômodo, ainda que o caminho novo tenha surpresas. Até aqueles que pregam o desapego são apegados a algumas coisas, a alguns hábitos rotineiros, ainda que seja um mesmo amigo companheiro de copo nos dias mais improváveis.

Às vezes é preciso praticar esse desábito, este desapego, esta desrotina. Às vezes estamos entediados em casa e nos mantemos entediados em casa... por quê fazemos isso? Estamos apegados à preguiça, ao comodismo e ao tédio. Acreditem. Estamos acostumados a nos sentirmos assim e sabemos que no outro dia a sensação passará, ou tão logo mudarmos o canal da tv.

Uma boa ideia seria nos forçarmos a sermos aquilo que queremos. Estamos entediados em casa? Estamos cansados de viver a mesma vida, a mesma rotina? Estamos com preguiça de sairmos de casa? Vamos nem que seja, descer as escadas do prédio e pensar sentado no degrau que mais gostarmos. Pronto, já temos o apego àquele degrau. Da próxima vez que fizer isso, você vai se lembrar daquele degrau e vai pensar em sentar-se nele. Tente em outro numa próxima vez.

Eu sugiro aqui que busquemos formas diferentes de atingirmos os mesmos objetivos. Existem rotinas que não podem ser mudadas de repente, então, façamos as coisas de modos diferentes. Conversemos com outras pessoas, vejamos outros filmes, outros tipos de livros. A vida é muito curta para ficarmos repetindo hábitos por dias e dias, esperando a vida passar, deixando a ansiedade dominar o corpo e a alma.

Saia mais cedo de casa amanhã. dois minutos. E pare para olhar o mundo de forma atenta e não daquela forma apressada, com outros pensamentos na cabeça antes de chegar ao trabalho. Vamos tentar focar mais no presente e nas mudanças. Mudamos a cada dia, mas não percebemos. Sejamos a mudança que queremos. Saiamos da frente do computador com mais frequência e busquemos novos caminhos, novas oportunidades. A vida é efêmera. Tudo muda, tudo passa. Já que estamos num rio, rememos em todas as direções. Esse lance de foco às vezes cega. E pratiquemos o desapego dos maus hábitos e de qualquer hábito. Busquemos novidades, calafrios, sensações, emoções, aventuras, desábitos!


Domie Lennon

Calmamente ansiosa, desatenta por atenção, lentamente ágil, introvertidamente extrovertida, espontânea e uma velha sagitariana intuitiva.
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