Após uma noite de tantos desejos de coisas boas, de tantos presentes, o que efetivamente ainda nos resta e o que já está devidamente empacotado e jogado no lixo?
]]> Ler o artigo completo“Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura” (Lc 2, 12)
Não faz sentido celebrar o nascimento do Menino Jesus, sem associar e colocar em prática os ensinamentos do adulto que ele se tornou. Não se pode celebrar o nascimento sem ter em mente o motivo que o levou à morte. E, para os que creem, à Ressurreição.
"Mas e se o amor pra nós chegar, de nós, de algum lugar, com todo o seu tenebroso esplendor? Mas e se o amor já está, se há muito tempo que chegou e só nos enganou? Então não fale nada, apague a estrada, que seu caminhar já desenhou. Porque toda razão, toda palavra, vale nada quando chega o amor..." (Caetano Veloso)
]]> Ler o artigo completoUm sonho, um devaneio, uma história sobre almas gêmeas, sobre a busca do amor, e a felicidade de encontrar alguém que intensifique a nossa capacidade de ser feliz e fazer feliz.
]]> Ler o artigo completoUma relação entre duas pessoas – seja ela qual for – atinge a perfeição quando o silêncio não causa desconforto ou constrangimento. Ter com quem falar é, às vezes, imprescindível, no entanto, ter alguém que consegue se calar ao teu lado é vital. Pois é na escassez da palavra falada que os pensamentos dialogam e as almas se tornam íntimas, conversam.
]]> Ler o artigo completoNuma época em que parece que estamos desaprendendo a conviver com o diferente, a respeitar a individualidade de cada um. Surge a pergunta: é possível que haja interface entre a técnica e o humano, entre o exato e o poético? Como engenheiro por formação e poeta por ousadia, deixei que a técnica e a poesia, que convivem tão respeitosamente em mim, fluíssem na tentativa de mostrar que mesmo a química e a física são capazes de nos ensinar muito sobre como podemos ser pessoas melhores e sobre qual o caminho para buscarmos o equilíbrio nesse mundo tão perturbado e complexo de compreender.
]]> Ler o artigo completoNo espetáculo "Viva Elis - Redescobrir" em que a cantora Maria Rita fez em homenagem a sua mãe, a inesquecível Elis Regina, o Tempo foi quem subiu ao palco e nos deu um show. Ao fim do espetáculo todos aplaudíamos o tempo, "compositor de destinos, tambor de todos os ritmos". Aplaudimos o senhor da razão, que cicatriza feridas, cura dores, ameniza saudades, adormece paixões. O tempo que pode tornar banal a maior das complexidades. O tempo, este senhor tão bonito, que com uma mão tanto nos tira – juventude, beleza, pele fresca –, mas que com a outra nos dá com tamanha generosidade: equilíbrio, parcimônia, sabedoria, liberdade.
]]> Ler o artigo completoA felicidade da gente é de vida real, precisa continuar além do momento em que a palavra “fim” surge na tela. Precisa continuar na rotina, no dia-a-dia, nos momentos que não dão ibope, nos momentos em que ninguém correria pra casa pra acompanhar a nossa novela.
]]> Ler o artigo completoUma experiência transcendental no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo.
]]> Ler o artigo completoQuem de nós não poderia citar uma relação de sequestro psicológico, emocional? Relação em que uma pessoa, mesmo não estando presa fisicamente, vê-se completamente dominada por outra. Como se sua alma tivesse sido furtada, raptada. No entanto, uma relação amorosa que aprisiona é em sua gênese uma incoerência, uma mentira patética. Quem corta asas, quem impede o voo, definitivamente não ama. Afinal o amor é, por essência, libertador.
]]> Ler o artigo completoSe eu pudesse dar um único conselho que fosse, para aqueles que me são caros, eu diria: mais do que um amor tranquilo, queira a sorte de um amor que lhes faça gargalhar. Escolha para ter para sempre ao seu lado, alguém que, acima de tudo, lhe faça rir. Alguém que desperte em você a alegria. A santa e essencial alegria de viver.
]]> Ler o artigo completoExistem muitas formas de encarar a vida. Ao poeta é negada a chance de escolher dentre estas muitas formas. Sua sina é ver poesia em tudo. O poeta é esse um que quer nos fazer enxergar um mundo mais belo, onde o simples, o cotidiano, o corriqueiro, e até mesmo a dor e o sofrimento, querem ser enlevados.
]]> Ler o artigo completo"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”. (Oscar Wilde)
]]> Ler o artigo completoSinceramente, não sei onde querem chegar com essa história de que criança não pode sofrer. Essa superproteção exagerada. Estamos construindo uma sociedade de gente despreparada para a decepção, para a tristeza, para a morte. Como se estas coisas todas não fizessem parte da vida. O que temos de aprender desde sempre é que nascemos mesmo para sermos felizes, mas que isso é uma conquista diária, uma luta pra vida toda.
]]> Ler o artigo completoNunca li esse livro. E, sinceramente, não pretendo ler. Sobre essa história de quem mexeu no meu queijo, aprendi com a minha sobrinha certa vez. A vida, ás vezes, mesmo quando a gente se dedica, faz a nossa parte, tenta ter o máximo controle da situação, chega a hora H, o grande momento, e diante de um monte de gente, que espera de nós o máximo, vem uma cortina qualquer e arrasta o nosso queijo. Podemos ter várias atitudes: ficar imóvel, seguir sem o queijo, desistir, não saber o que fazer. Ou gritar, chamar a atenção! Espere aí. Perdi meu queijo. Ninguém entra e ninguém sai. Fecham-se as cortinas. Respiro fundo, enxugo as lágrimas. E me entrego à melhor apresentação da minha vida.
Encontrar um amor verdadeiro é de fato como ganhar na loteria da vida. No entanto, a felicidade a dois não nasce do encontro, simplesmente. Ela se constrói a cada dia. Na vivência, na renúncia, nas certezas, que nos fazem acreditar que vale a pena continuar. Não se vive pra sempre ao lado de alguém, sem que haja pequenos sacrifícios de ambas as partes. A questão é exatamente esta, viver tudo junto. Tudo. O amor e a dor. As tristezas e alegrias inevitáveis na construção diária de uma vida feliz. Feliz para os dois.
]]> Ler o artigo completoPode uma fada chamar-se Malévola? Geralmente, nos contos de fada, os papeis são bem estabelecidos. A princesa impecável, puríssima, já a vilã sempre muito cruel, sem coração, implacável. Neste sentido, vi em Malévola algo muito mais próximo da realidade do que eu poderia supor. De fato, somos esse misto de bem e mal. É sábio reconhecer isso. Somos trevas e somos luz. E o bom da vida é construirmos a harmonia entre esses dois lados, para tirar proveito de cada um deles, sem nos deixar ferir ou paralisar diante das dificuldades e entraves da vida.
]]> Ler o artigo completoA vida é imprecisa, não há mapas, roteiros, receitas. Viver é essa mistura de sentimentos e sensações, sem prazos estabelecidos. Ainda que, em certos momentos, estejamos tristes, isso não nos torna infelizes. Isso sim é viver. E o sofrimentos pode fazer parte do processo. Tolos são os que acreditam que não. Aceitar o sofrimento como possibilidade não é questão de covardia ou de inércia frente ao ruim da vida. Muito pelo contrário, renegá-lo, ou tentar escondê-lo, é o que pode nos dar a falsa impressão de que tudo está bem. Quando não está. Assim, carregar a dor nos braços pode ser a forma mais sábia de domá-la e, quem sabe, transforma-la em algo bom.
]]> Ler o artigo completoUma carta para um amigo que nunca vi, mas que muito me ajudou a vencer muitas de minhas noites. Assim, eu não poderia deixar de agradecer pelo tanto que ele me ensinou a respeito de catar a poesia que se derrama no dia-a-dia, na simplicidade das coisas, no belo da natureza.
]]> Ler o artigo completoNão há coisa mais libertadora do que dizer um palavrão na hora certa. Soltar um palavrão de forma apropriada é como libertar demônios aprisionados, relaxar a pressão, estancar. Por isso, é preciso que o palavrão não perca sua carga semântica, sua função primordial, devido à banalização do mesmo. Neste sentido, é preciso preservá-lo, usar com parcimônia, para que não entre em extinção. Pois, a quem iremos recorrer se este recurso tão eficiente perder sua função. Por favor, preservem o palavrão!
]]> Ler o artigo completo“Nossas expectativas se confirmaram, nosso pequeno tem Síndrome de Down”. Com esse anúncio, posso afirmar que me foi dada uma nova oportunidade de olhar o mundo. Naquele primeiro momento à sós, como ele, eu também não me dava conta de que havia um cromossomo a mais. Mas isso de fato deveria ser lembrado? Não. Pois nada muda. Ser diferente é exatamente igual. Dormia ali a mesma inocência, com seu tempo de viver descobertas, de amar, de dar e receber carinho, de sentir dor, de ficar triste, de estar alegre. O diferente sorri e chora, como todo mundo. Uma experiência pessoal com a Síndrome de Down, que espero colabore com a mudança de olhar de outras pessoas.
]]> Ler o artigo completoAo passar pela vida, que tipo de coisas estamos deixando transbordar de nós. Há poesia entornando por onde passamos? Como nossos olhos tem enxergado o mundo a nossa volta? O que vimos catando pelo caminho tem sido suficiente para realizar os nossos sonhos e despertar em outros a capacidade de sonhar?
]]> Ler o artigo completo"O que você vai ser quando crescer?". Como responder a esta pergunta, agora que já crescemos? Depois de assistir, no mesmo fim de semana, aos filmes "O Pequeno Nicolau" e "O Palhaço", essa temática ficou rondando meus pensamentos insistentemente. “Agora que tu já cresceste, quem tu és?”. Será que já somos capazes de prestar contas a@ menin@? Somos, enfim, a realização do sonho d@ pequen@ que fomos um dia? Ou ainda fazemos infeliz, frustrado, @ menin@ que ainda vive em nós?
]]> Ler o artigo completoA famosa Pont des Arts - ou ponte dos cadeados - em Paris, é visitada por milhares de turistas anualmente. Casais apaixonados do mundo inteiro mantinham a tradição de deixar cadeados presos às grandes da ponte, como símbolo de seu amor eterno. No entanto, o peso das inúmeras peças de metal, acumuladas por anos, acabou provocando a queda de parte do alambrado. Autoridades locais começaram a retirar os cadeados e proibir que novos artefatos sejam pendurados à ponte, com receio de que a mesma cedesse, uma vez que não fora projetada para suportar a carga excessiva que foi se acumulando com o tempo. Ao ler reportagem sobre o assunto, imediatamente, veio-me à mente a metáfora. Seria, de fato, pertinente, o simbolismo de cadeados fechados, cujas chaves foram lançadas fora, na representação do amor eterno, que deveria ser leve, livre. Amores acorrentados não estariam fadados a se tornarem pesados a ponto de romper a ligação, a ponte, entre duas pessoas que tinham a intenção de se amarem eternamente?
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