minha alma tem fome tag:obviousmag.org,2015-06-01:/minha_alma_tem_fome//1278 2015-12-28T13:22:30Z Tomai e comei, eis aqui a palavra que entrego a vós. Movable Type Pro 5.12 O lixo do Natal tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.23079 2015-12-27T19:54:55Z 2015-12-28T13:22:30Z Passando pela rua, na manhã seguinte às festas do Natal, desviando-me das montanhas de lixo pelas calçadas, lembrei-me – pra variar – dos idos tempos da infância. Lembrei-me do lixo do natal. A véspera do Natal tinha sempre aquele... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

Após uma noite de tantos desejos de coisas boas, de tantos presentes, o que efetivamente ainda nos resta e o que já está devidamente empacotado e jogado no lixo?

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Sobre o nascimento do menino que vai morrer tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.23028 2015-12-24T13:33:39Z 2015-12-27T18:52:59Z Tenho minhas dúvidas, se a tal criança renascesse em cada lar que pede por seu nascimento, em carne e osso, na noite de Natal, se as Boas Festas se perpetuariam por tanto tempo. Não quero estragar o brilho desta... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

“Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura” (Lc 2, 12)
Não faz sentido celebrar o nascimento do Menino Jesus, sem associar e colocar em prática os ensinamentos do adulto que ele se tornou. Não se pode celebrar o nascimento sem ter em mente o motivo que o levou à morte. E, para os que creem, à Ressurreição.

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Porque toda razão, toda palavra, vale nada quando chega o amor tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.22487 2015-11-27T13:57:03Z 2015-12-04T09:02:18Z Seu coração sempre fora terra inabitada. Muitos viajantes ousaram fazer morada, tentaram se instalar. No entanto, suas terras nunca se mostravam hospitaleiras, não faziam sequer questão de acolher quem por elas passava. Ela própria era a grande senhora daqueles... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

"Mas e se o amor pra nós chegar, de nós, de algum lugar, com todo o seu tenebroso esplendor? Mas e se o amor já está, se há muito tempo que chegou e só nos enganou? Então não fale nada, apague a estrada, que seu caminhar já desenhou. Porque toda razão, toda palavra, vale nada quando chega o amor..." (Caetano Veloso)

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Almas gêmeas - se cremos, podemos fazê-las existir tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.22485 2015-11-27T13:18:10Z 2015-11-29T09:02:12Z “Certa vez, eu tive um sonho”, me revelou a menina... E no sonho, um anjo me contou que lá no lugar onde nascem as almas, Deus dava à luz mais uma delas. E, como todas as vezes que fazia... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

Um sonho, um devaneio, uma história sobre almas gêmeas, sobre a busca do amor, e a felicidade de encontrar alguém que intensifique a nossa capacidade de ser feliz e fazer feliz.

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O silêncio confortável dos que se amam profundamente tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.22278 2015-11-14T23:45:24Z 2015-11-20T09:02:05Z Às vezes, a extrema falta de intimidade nos obriga a falar qualquer coisa com alguém que está por perto, na tentativa de quebrar aquele silêncio incômodo. Estar em silêncio ao lado de alguém, sem que isso cause constrangimentos, é... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

Uma relação entre duas pessoas – seja ela qual for – atinge a perfeição quando o silêncio não causa desconforto ou constrangimento. Ter com quem falar é, às vezes, imprescindível, no entanto, ter alguém que consegue se calar ao teu lado é vital. Pois é na escassez da palavra falada que os pensamentos dialogam e as almas se tornam íntimas, conversam.

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Quando a técnica deseja ser poesia. Mas tenha cuidado! Tem muita química tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.22188 2015-11-11T17:04:58Z 2015-11-17T09:04:46Z Na plateia de um evento sobre “Cultura de Direitos Humanos”, durante uma mesa redonda com a participação do Deputado Federal Jean Wyllys, fiz uma colocação a respeito dessa necessidade que as pessoas tem de separar as coisas, de forma... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

Numa época em que parece que estamos desaprendendo a conviver com o diferente, a respeitar a individualidade de cada um. Surge a pergunta: é possível que haja interface entre a técnica e o humano, entre o exato e o poético? Como engenheiro por formação e poeta por ousadia, deixei que a técnica e a poesia, que convivem tão respeitosamente em mim, fluíssem na tentativa de mostrar que mesmo a química e a física são capazes de nos ensinar muito sobre como podemos ser pessoas melhores e sobre qual o caminho para buscarmos o equilíbrio nesse mundo tão perturbado e complexo de compreender.

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Maria Rita redescobre Elis, e os aplausos vão para o tempo! tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.22186 2015-11-11T15:02:30Z 2015-11-15T09:02:37Z Apesar de termos desde sempre a plena consciência de que o tempo não para, vivemos praticamente alheios a este detalhe. Ainda bem que temos esta capacidade de abstrair o tempo, pois ela é sem dúvida a forma mais inteligente... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

No espetáculo "Viva Elis - Redescobrir" em que a cantora Maria Rita fez em homenagem a sua mãe, a inesquecível Elis Regina, o Tempo foi quem subiu ao palco e nos deu um show. Ao fim do espetáculo todos aplaudíamos o tempo, "compositor de destinos, tambor de todos os ritmos". Aplaudimos o senhor da razão, que cicatriza feridas, cura dores, ameniza saudades, adormece paixões. O tempo que pode tornar banal a maior das complexidades. O tempo, este senhor tão bonito, que com uma mão tanto nos tira – juventude, beleza, pele fresca –, mas que com a outra nos dá com tamanha generosidade: equilíbrio, parcimônia, sabedoria, liberdade.

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Felicidade de vida real tem que ser para além do "fim" tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.22105 2015-11-08T00:48:25Z 2015-11-12T13:41:21Z Se nos basearmos na lógica usualmente seguida por autores de novelas, seriados, etc, em que tudo acontece no último capítulo, podemos perceber que, de forma geral, a gente só quer ver felicidade no fim. Vida o tempo todo feliz... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

A felicidade da gente é de vida real, precisa continuar além do momento em que a palavra “fim” surge na tela. Precisa continuar na rotina, no dia-a-dia, nos momentos que não dão ibope, nos momentos em que ninguém correria pra casa pra acompanhar a nossa novela.

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Uma tarde no museu da língua portuguesa tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.22065 2015-11-06T03:55:41Z 2015-11-11T09:01:43Z Aquela era finalmente a minha primeira visita ao Museu da Língua Portuguesa, que se encontra na antiga e belíssima Estação da Luz na cidade de São Paulo. Já na entrada, fui recebido por um belo sorriso de D. Cora... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

Uma experiência transcendental no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo.

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A pele que habito - uma metáfora de uma relação de dominação tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.22064 2015-11-06T03:13:15Z 2015-11-13T09:01:08Z Assisti em DVD há poucos dias ao último filme do Almodóvar, “A pele que habito”. Não pretendo fazer aqui nenhum tipo de crítica ao filme, pois estou longe de ter este talento, ou olhar. Gostei bastante do filme, pelo... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

Quem de nós não poderia citar uma relação de sequestro psicológico, emocional? Relação em que uma pessoa, mesmo não estando presa fisicamente, vê-se completamente dominada por outra. Como se sua alma tivesse sido furtada, raptada. No entanto, uma relação amorosa que aprisiona é em sua gênese uma incoerência, uma mentira patética. Quem corta asas, quem impede o voo, definitivamente não ama. Afinal o amor é, por essência, libertador.

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A sorte de um amor que lhe faça gargalhar tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.21997 2015-11-02T19:03:04Z 2015-11-06T09:04:54Z Ontem assistindo a um filme na TV, num dialogo entre dois personagens, um deles pergunta: ‘você amava a sua mãe?’, ao que o outro responde: ‘sim, eu a amava. Porém, não gostava dela.’ No momento, achei meio estranho. Mas... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

Se eu pudesse dar um único conselho que fosse, para aqueles que me são caros, eu diria: mais do que um amor tranquilo, queira a sorte de um amor que lhes faça gargalhar. Escolha para ter para sempre ao seu lado, alguém que, acima de tudo, lhe faça rir. Alguém que desperte em você a alegria. A santa e essencial alegria de viver.

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Precisamos de um mundo mais estranho tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.21996 2015-11-02T18:23:59Z 2015-11-07T09:04:14Z Uma das melhores cenas do filme “O carteiro e o poeta” ("Il postinho", Itália-França, 1994), para mim, é a que o poeta Pablo Neruda, conversando com seu carteiro, de frente para o mar, declama um poema que fala do... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

Existem muitas formas de encarar a vida. Ao poeta é negada a chance de escolher dentre estas muitas formas. Sua sina é ver poesia em tudo. O poeta é esse um que quer nos fazer enxergar um mundo mais belo, onde o simples, o cotidiano, o corriqueiro, e até mesmo a dor e o sofrimento, querem ser enlevados.

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Viver é bem mais que existir tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.21991 2015-11-02T16:32:21Z 2015-11-06T09:01:52Z "Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”. Li esta frase de Oscar Wilde, dia desses, e anotei no meu bloquinho de ideias para tentar usá-la num texto. Ontem à noite, encostado à... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”. (Oscar Wilde)

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Desde o tempo em que o merthiolate ardia tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.21781 2015-10-22T02:51:55Z 2015-10-28T09:02:41Z Será que alguém já pensou nos efeitos causados a uma geração de crianças e adolescentes, que passou a vida inteira sem saber o que é um remédio que arde? Lembro-me muito bem de que passar Merthiolate nos machucados quando... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

Sinceramente, não sei onde querem chegar com essa história de que criança não pode sofrer. Essa superproteção exagerada. Estamos construindo uma sociedade de gente despreparada para a decepção, para a tristeza, para a morte. Como se estas coisas todas não fizessem parte da vida. O que temos de aprender desde sempre é que nascemos mesmo para sermos felizes, mas que isso é uma conquista diária, uma luta pra vida toda.

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Quem mexeu no meu queijo tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.21780 2015-10-22T02:25:40Z 2015-10-29T09:01:11Z O título deste texto é bastante conhecido, explorado, etc. Impossível alguém que não tenha ouvido ou lido esta frase nos últimos anos. Qualquer um que tenha entrado numa livraria num passado recentemente, provavelmente se deparou com o livro de... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

Nunca li esse livro. E, sinceramente, não pretendo ler. Sobre essa história de quem mexeu no meu queijo, aprendi com a minha sobrinha certa vez. A vida, ás vezes, mesmo quando a gente se dedica, faz a nossa parte, tenta ter o máximo controle da situação, chega a hora H, o grande momento, e diante de um monte de gente, que espera de nós o máximo, vem uma cortina qualquer e arrasta o nosso queijo. Podemos ter várias atitudes: ficar imóvel, seguir sem o queijo, desistir, não saber o que fazer. Ou gritar, chamar a atenção! Espere aí. Perdi meu queijo. Ninguém entra e ninguém sai. Fecham-se as cortinas. Respiro fundo, enxugo as lágrimas. E me entrego à melhor apresentação da minha vida.

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Sou da raça dos que amam pra sempre tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.21779 2015-10-22T01:35:16Z 2015-10-30T09:01:07Z Havia ainda poucos dias desde a partida de minha avó. Eu chegava ao sobrado onde eu havia morado e convivido com ela e toda a família. Meu avô, sempre tão alegre, carinhoso, estava sentando numa cadeira à frente da... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

Encontrar um amor verdadeiro é de fato como ganhar na loteria da vida. No entanto, a felicidade a dois não nasce do encontro, simplesmente. Ela se constrói a cada dia. Na vivência, na renúncia, nas certezas, que nos fazem acreditar que vale a pena continuar. Não se vive pra sempre ao lado de alguém, sem que haja pequenos sacrifícios de ambas as partes. A questão é exatamente esta, viver tudo junto. Tudo. O amor e a dor. As tristezas e alegrias inevitáveis na construção diária de uma vida feliz. Feliz para os dois.

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Até que nem tanto malévola assim tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.21541 2015-10-09T00:25:33Z 2015-10-14T08:01:59Z Quando fui assistir ao filme Malévola, com Angelina Jolie, fui sem ler absolutamente nada a respeito. É o tipo de filme que eu geralmente não me interesso. Fui mais para fazer companhia do que outra coisa. Não me considero... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

Pode uma fada chamar-se Malévola? Geralmente, nos contos de fada, os papeis são bem estabelecidos. A princesa impecável, puríssima, já a vilã sempre muito cruel, sem coração, implacável. Neste sentido, vi em Malévola algo muito mais próximo da realidade do que eu poderia supor. De fato, somos esse misto de bem e mal. É sábio reconhecer isso. Somos trevas e somos luz. E o bom da vida é construirmos a harmonia entre esses dois lados, para tirar proveito de cada um deles, sem nos deixar ferir ou paralisar diante das dificuldades e entraves da vida.

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É preciso saber viver, pois viver não é preciso tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.21537 2015-10-08T23:04:42Z 2015-10-13T08:02:39Z Sentei à frente do computador com a ideia de escrever sobre as minhas primeiras impressões a respeito do então novo CD de Maria Bethânia, “Meus Quintais”. Porém, há vezes em que as palavras se impõem de tal maneira, que... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

A vida é imprecisa, não há mapas, roteiros, receitas. Viver é essa mistura de sentimentos e sensações, sem prazos estabelecidos. Ainda que, em certos momentos, estejamos tristes, isso não nos torna infelizes. Isso sim é viver. E o sofrimentos pode fazer parte do processo. Tolos são os que acreditam que não. Aceitar o sofrimento como possibilidade não é questão de covardia ou de inércia frente ao ruim da vida. Muito pelo contrário, renegá-lo, ou tentar escondê-lo, é o que pode nos dar a falsa impressão de que tudo está bem. Quando não está. Assim, carregar a dor nos braços pode ser a forma mais sábia de domá-la e, quem sabe, transforma-la em algo bom.

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Carta para Rubem Alves, esse amigo que nunca me viu tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.21455 2015-10-04T16:54:33Z 2015-10-12T08:01:30Z “Eu tenho muitos amigos que continuam a gostar de mim, a despeito de me conhecerem. E tenho também muitos amigos que nunca vi”. (Rubem Alves) Querido amigo-que-nunca-me-viu, Naquele 19 de julho de 2014, dia do meu aniversário, dentre as muitas... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

Uma carta para um amigo que nunca vi, mas que muito me ajudou a vencer muitas de minhas noites. Assim, eu não poderia deixar de agradecer pelo tanto que ele me ensinou a respeito de catar a poesia que se derrama no dia-a-dia, na simplicidade das coisas, no belo da natureza.

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Por favor, preservem o palavrão tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.19154 2015-06-18T21:54:18Z 2015-08-17T10:57:02Z Sinceramente, para mim, a pior coisa que pode acontecer a um palavrão é ele cair na desgraça de poder ser falado sem o menor pudor na novela das oito. É a banalização em seu grau mais efetivo e danoso.... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

Não há coisa mais libertadora do que dizer um palavrão na hora certa. Soltar um palavrão de forma apropriada é como libertar demônios aprisionados, relaxar a pressão, estancar. Por isso, é preciso que o palavrão não perca sua carga semântica, sua função primordial, devido à banalização do mesmo. Neste sentido, é preciso preservá-lo, usar com parcimônia, para que não entre em extinção. Pois, a quem iremos recorrer se este recurso tão eficiente perder sua função. Por favor, preservem o palavrão!

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Ser diferente é exatamente igual tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.19107 2015-06-17T04:25:58Z 2015-08-17T10:57:02Z Pela primeira vez, estávamos só nós dois. Eram sete da manhã. Ele veio todo arrumadinho, jardineira jeans, body laranja, tênis. Olhos amendoados que prestavam atenção em tudo. Coloquei-o na cadeirinha atrás do carro. Ele ficou lá quietinho, olhando de... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

“Nossas expectativas se confirmaram, nosso pequeno tem Síndrome de Down”. Com esse anúncio, posso afirmar que me foi dada uma nova oportunidade de olhar o mundo. Naquele primeiro momento à sós, como ele, eu também não me dava conta de que havia um cromossomo a mais. Mas isso de fato deveria ser lembrado? Não. Pois nada muda. Ser diferente é exatamente igual. Dormia ali a mesma inocência, com seu tempo de viver descobertas, de amar, de dar e receber carinho, de sentir dor, de ficar triste, de estar alegre. O diferente sorri e chora, como todo mundo. Uma experiência pessoal com a Síndrome de Down, que espero colabore com a mudança de olhar de outras pessoas.

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Catando a poesia tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.18979 2015-06-11T04:16:56Z 2015-08-17T10:57:02Z Hoje, caminhando pela rua, vi brilhar no chão uma moedinha de dez centavos. Lembrei-me de um dos textos do último livro que li do Rubem Alves, onde ele conta uma história de um rapaz que sonhava ter uma flauta.... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

Ao passar pela vida, que tipo de coisas estamos deixando transbordar de nós. Há poesia entornando por onde passamos? Como nossos olhos tem enxergado o mundo a nossa volta? O que vimos catando pelo caminho tem sido suficiente para realizar os nossos sonhos e despertar em outros a capacidade de sonhar?

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E agora que já crescemos? tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.18871 2015-06-04T23:19:03Z 2015-08-17T10:57:03Z “O que você quer ser quando crescer?”, este era o tema da redação que a jovem professora propunha aos meninos de sua classe. Todos, mais do que prontamente, trataram de escrever seus textos, mas para o pequeno Nicolau, responder... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

"O que você vai ser quando crescer?". Como responder a esta pergunta, agora que já crescemos? Depois de assistir, no mesmo fim de semana, aos filmes "O Pequeno Nicolau" e "O Palhaço", essa temática ficou rondando meus pensamentos insistentemente. “Agora que tu já cresceste, quem tu és?”. Será que já somos capazes de prestar contas a@ menin@? Somos, enfim, a realização do sonho d@ pequen@ que fomos um dia? Ou ainda fazemos infeliz, frustrado, @ menin@ que ainda vive em nós?

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Sobre cadeados, pontes e enamorados tag:obviousmag.org,2015:/minha_alma_tem_fome//1278.18811 2015-06-02T03:58:47Z 2015-08-17T10:57:03Z Os cadeados colocados por casais apaixonados na famosa Pont des Arts, em Paris, já estão sendo retirados pela prefeitura da cidade, e avisos indicam a proibição da colocação de novos cadeados na ponte. Tradicionalmente, casais apaixonados oriundos do mundo... Anderson Henriques http://obviousmag.org/minha_alma_tem_fome/autor/

A famosa Pont des Arts - ou ponte dos cadeados - em Paris, é visitada por milhares de turistas anualmente. Casais apaixonados do mundo inteiro mantinham a tradição de deixar cadeados presos às grandes da ponte, como símbolo de seu amor eterno. No entanto, o peso das inúmeras peças de metal, acumuladas por anos, acabou provocando a queda de parte do alambrado. Autoridades locais começaram a retirar os cadeados e proibir que novos artefatos sejam pendurados à ponte, com receio de que a mesma cedesse, uma vez que não fora projetada para suportar a carga excessiva que foi se acumulando com o tempo. Ao ler reportagem sobre o assunto, imediatamente, veio-me à mente a metáfora. Seria, de fato, pertinente, o simbolismo de cadeados fechados, cujas chaves foram lançadas fora, na representação do amor eterno, que deveria ser leve, livre. Amores acorrentados não estariam fadados a se tornarem pesados a ponto de romper a ligação, a ponte, entre duas pessoas que tinham a intenção de se amarem eternamente?

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